Campo Grande, Domingo , 25 de Fevereiro - 2018


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Falando Nisso

Autor: Márcia Scherer (*) , 22 Fevereiro 2018 às 10:15 - em: Falando Nisso

"O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo". Realmente não é bobo o suficiente para acreditar que a Vênus Platinada manipula nossas vidas, como se fossemos meros marionetes. Isso é um exagero. Mas tirando os exageros das militâncias, há, sim, uma intervenção global no nosso cotidiano, seja para ditar uma tendência, vender alguma marca e até mesmo para atrapalhar a imagem de um político.
 
O que vem depois disso, as consequências, é fruto da oportunidade. Se o camelô vende um monte de pulseirinha, se a marca tal vira líder de preferência, mesmo não comprando espaço publicitário na emissora, se o partido tal coloca um nome de peso para a disputa, se o governo Federal resolve fazer intervenção na segurança do Rio, tudo isso é fruto de quem enxergou na linha editorial da Globo uma oportunidade.
 
Não vou falar da Dilma (foi golpe rs), vou falar do Crivella. Mas antes preciso deixar claro que, apesar de conhecer pouquíssimo sobre ele e sua administração, não o apoio, não justifico suas ações e posições, sou totalmente contrária a ele.
 
Acompanhando as transmissões do carnaval carioca, foi fácil perceber a campanha da Globo contra o prefeito Crivella. A citação constante de que ele não estava na cidade em pleno carnaval, o sensacionalismo na divulgação das notícias sobre a "onda" de violência. O tom das matérias demonstrava a clara intenção de jogar em seu colo a responsabilidade exclusiva pelo caos no Rio. Ok, vou ser justa, também respingou no Pezão, o governador do Rio.
 
Porém, parece que a realidade da onda de violência não é bem aquela que Globo divulgou, segundo números divulgados pela Secretaria de Segurança, dezesseis dos 27 indicadores de violência do Rio recuaram durante o Carnaval 2018, na comparação com o mesmo período de 2017.
 
Vi postagens de amigos que passaram o carnaval no Rio, todas de muita alegria, em blocos, nenhum relato de passar ou presenciar qualquer situação de violência. Pausa para esclarecer que não estou negando a violência no Rio, só estou dizendo que, aparentemente, o quadro não é tão feio quanto a Globo o pintou.
 
E diante desta pintura, os temerosos aproveitadores aparecem.
 
Com a reforma da Previdência indo pras cucuias, e na eminência de uma vergonhosa derrota, que nem o apoio da Globo reverteria, o governo federal teve a brilhante ideia de decretar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, dando o comando das forças de segurança locais ao Exército.
 
Com isso, mata vários coelhinhos numa única paulada: evita a derrota na reforma da previdência, tira o foco do chefe da Polícia Federal que é suspeito de proteger o presidente, vira protagonista positivo numa situação de emergência, ganha um certo fôlego das críticas e mostra que tem poder sobre o Congresso Nacional, aprovando, quase que por unanimidade, o tal decreto (é só aparência). Não duvido nada que até a popularidade do Temer suba um pouquinho.
 
A Globo queria, tinha a intenção, combinou, a intervenção federal? Eu, sinceramente, acho que não tinha intenção no fato. Não acredito que a emissora tenha um departamento de planos maléficos, com estratégias traçadas e objetivos específicos. Mas que ela provocou, esperando que algo acontecesse, sim provocou. Isto está muito claro.
 
A Globo tem uma linha editorial que navega pela política, pela moda, pelo comportamento, pela ideologia? Claro que tem, todas têm. E essa linha é muito clara, indisfarçável. Dá pra saber quem ela quer prefeito, governador, presidente. Dá pra saber qual religião tem seu apoio e qual é demonizada (desculpe o trocadilho). Dá pra saber até mesmo qual a forma de pensar que ela defende.
 
Isso significa que ela convence a tudo e a todos, que ela manipula o cérebro das pessoas a ponto de transformá-las em meros marionetes? Não, claro que não, seu poder de convencimento, de manipulação, é limitado. Se não fosse assim, Lula não seria presidente, Crivella não seria prefeito, religiões evangélicas não teriam crescido exponencialmente.
 
Mas e os patos da FIESP? Como disse lá em cima, a Globo é "vítima" dos oportunistas de plantão. Assim foi com as manifestações contra o PT e assim é com a intervenção federal na segurança pública do Rio. Ela faz a cama, mas quem deita e rola são outros, que podem até ter sua simpatia e ser do mesmo grupo, mas que não faziam parte dos seus planos originais, ainda que depois tenham total aprovação global.
 
Bom agora deixa eu ir lá assistir TV, não a Globo. Vou assistir ao GNT, não péra, é do grupo, então vou de Multishow, ops, do grupo também, vou pras notícias, na Globonews, Globo. Vou assistir SportTV, Globo. Viva, Globo. Biz, Globo. Viu, como o povo não é bobo?
 
(*Marcia Scherer é publicitária, especialista em marketing político e sócia do Bureau de Planejamento em Campo Grande)



Autor: Luiz Carlos Borges da Silveira (*) , 20 Fevereiro 2018 às 10:15 - em: Falando Nisso

O Brasil vive delicado momento. Não se trata apenas de crise política ou econômica, o que preocupa é a crise de firmeza de decisão, de rumos para o país. Talvez fosse este o momento de firmar posições, abandonar dogmas superados e adotar o modernismo administrativo. Fundamentado tal ideia em pesquisas e análises, vejo que seria oportuno buscar um modelo consentâneo com a globalização e aplicar o liberalismo, receita com a qual países de menor potencialidade superaram suas crises e atrasos.
 
O termo liberalismo preocupa os ultrapassados adversários da modernidade do século XXI, ou seja, aqueles apegados a sistemas decaídos ou decadentes. Liberalismo não é nenhuma ameaça, é o caminho que as nações livres e inteligentes adotam – com sucesso. O liberalismo político baseia-se na premissa de que não seria necessária a existência de um poder absoluto para gerir a vida da sociedade; e o liberalismo econômico é a defesa da emancipação da economia de qualquer dogma externo a ela mesma, ou seja, a eliminação de interferências provenientes de qualquer meio, inclusive e principalmente governamental.
 
Basta simples leitura da história recente de algumas nações para compreensão do que isso representaria para o nosso país. Estudo do Banco Mundial relaciona políticas favoráveis ao mercado como maior engajamento em comércio e liberalização financeira, com níveis de crescimento mais elevados. O banco concluiu que os países tidos como “mais globalizados” tiveram no período avaliado média anual de crescimento acima de 5%, contra apenas 1,4% dos “menos globalizados”. Políticas liberais, diz o relatório, foram positivas.
 
Um dos comparativos, por ser mais evidente, refere-se às duas Coreias. A do Norte, com regime comunista onde o estado é dono de tudo, a tudo e a todos comanda, é exemplo de atraso político e principalmente econômico e social, nação em que a pobreza é assustadora. Recente notícia cita até canibalismo, por causa da fome em províncias rurais. O país tem uma economia autárquica e altamente centralizada, o comércio internacional é muito restrito, a economia não tem como crescer, o PIB é constantemente negativo e o PIB per capita não chega a 2 mil dólares. Em contraposição, a Coreia do Sul, que adota o liberalismo amplo, era na década de 1950 mais pobre do que o Haiti, e hoje possui pujante desenvolvimento econômico, político e social, sendo país líder entre os “tigres asiáticos”; seu PIB beira os US$ 2 bi e o PIB per capita é de 28 mil dólares (dados de 2013); possui indústria moderna e competitiva e elevada posição no comércio internacional.
 
Suécia e Canadá sãos outras duas nações que aprenderam com seus erros e se deram bem. A Suécia, durante quase 30 anos teve uma população dependente dos serviços do Estado, crescia o emprego público e diminuía no setor privado, a política assistencialista descontrolada provocava déficit orçamentário e a inflação chegava a níveis inacreditáveis para os padrões do país, os gastos públicos atingiam 67% do PIB e os impostos aumentavam de maneira preocupante. Após adotar o sistema liberal democrata melhorou a eficiência da economia produtiva e da arrecadação fiscal, mesmo com alíquotas tributárias menores. Em 2012 a inflação foi de 1.1. O país beneficiou-se também de sua coesão étnica, social e cultural e do cultivo de valores tradicionais como honestidade, frugalidade e parcimônia.
 
O Canadá também viveu experiência socializante e a situação fiscal se deteriorou. Hoje o país exibe notável desempenho em prestação social à população com orçamentos públicos controlados, equilibrados. A partir da década de 1990 a economia decolou, havendo redução da relação dívida pública/PIB. Isto aconteceu com adoção de políticas liberais. O país passou relativamente bem pelas recessões de 2001 e 2009. Em 2012 a inflação foi de 1.6.
 
Enquanto isso, aqui no Brasil, seguimos com propostas equivocadas, que esquecem que quem gera empregos é a iniciativa privada. Deveríamos incentivar a produção, porém oneramos as empresas para custear a máquina pública, aumentamos impostos e paralisamos a indústria. A nossa carga tributária alcança 38% do PIB, ou seja, os cofres públicos recebem um valor que equivale a mais de um terço do que o país produz. A economia brasileira está verdadeiramente danificada, o que gera reflexos negativos em todos os setores da vida nacional.
 
O governo deve investir nas pessoas, educacional e profissionalmente, estimular e dar condições para o empreendedorismo que gera emprego e renda e reduz a informalidade, em grande parte causada por programas assistencialistas que induzem o beneficiário a não trabalhar para não perder o bônus, caso típico do Bolsa Família. Liberalismo pressupõe a liberdade de iniciativa para o desenvolvimento individual e coletivo. Abraham Lincoln preconizou em sua Mensagem aos Homens que Dirigem o Povo: “Não poderás ajudar aos homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios”. Em vez disso, o governo brasileiro se apropria de rendas e recursos que o setor privado utilizaria melhor para a inovação e aumento da produtividade. É urgentemente necessário redefinir a influência e a ingerência do Estado na economia privada.
 
A conclusão lógica é que o governo está precisando de um choque de gestão, de eficiência, começando pela redução da máquina pública, eliminação ou fusão de Ministérios (atualmente existe proposta tramitando na Câmara Federal). O essencial, mesmo, é modernizar e otimizar a administração, adotar política de transparência, pois a gestão pública como está é de total ineficiência e assim não pode gerar e aplicar políticas eficazes para o desenvolvimento do país e o bem-estar social dos brasileiros.
 
(*Luiz Carlos Borges da Silveira é empresário, médico e professor. Foi ministro da Saúde de 1987 a 1989 e deputado federal pelo Paraná)



Autor: Por Eronildo Barbosa (*) , 16 Fevereiro 2018 às 16:15 - em: Falando Nisso

Li muitas histórias do político Wilson Martins que nos deixou nesta semana, aos 100 anos de vida. Todas apontam o profundo respeito que ele nutria pelas liberdades democráticas. 
 
Vejamos mais uma: um grupo de todos bancários fazia algumas pichações pelas ruas de Campo Grande, no início de 1964, em defesa das reformas de base. A polícia e a Ademat (Ação Democrática Mato-Grossense) não gostaram e prenderam os jovens. Poucos minutos depois apareceu Wilson Martins para soltar os bancários. Ela era filiado a UDN. A moçada foi liberada na mesma noite graças à intervenção de Wilson. Porém, seu partido, a UDN, o criticou publicamente pelo seu gesto. Lutar pelas causas democráticas foi o grande legado de Wilson e seu irmão Plínio Martins. 
 
WILSON MARTINS E OS COMUNISTAS II  
 
É verdade que Wilson Martins era amigo de alguns famosos comunistas de MS. Entretanto, na eleição para prefeito de Campo Grande em 1988, quando Plinio Martins foi candidato, ele deixou os comunas do PCB numa situação difícil. O diretório do PMDB decidiu excluir, sem uma razão plausível, o PCB da aliança para a disputar a prefeitura naquele ano. Essa decisão tirou a vaga quase que certa do combativo Fausto Matto Grosso na Câmara. O PCB foi forçado a lançar chapa pura e não conseguiu votos suficientes para eleger  um vereador. Se Wilson quisesse o PMDB faria aliança com o PCB. Ele mandava no partido."
 
(*Eronildo Barbosa da Silva, professor e historiador paraibano radicado em Campo Grande)



Autor: Marco Antônio Barbosa (*) , 24 Janeiro 2018 às 15:45 - em: Falando Nisso

Para aqueles que olham os noticiários internacionais e se aterrorizam com uma possível guerra entre os Estados Unidos, de Donald Trump, e a Coreia do Norte, de Kim Jong-Un, leia com atenção a próxima frase: o Brasil já está em Guerra e está perdendo.
 
Em apenas três semanas são assassinadas no Brasil mais pessoas do que o total de mortos em todos os ataques terroristas no mundo nos cinco primeiros meses de 2017.  Ao todo, foram mais de 59 mil homicídios, segundo o último Atlas da Violência, publicado em 2017 e produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). São seis mortes por hora. Como comparação, a Guerra da Síria já matou mais de 340 mil pessoas desde seu início em 2011, uma média de 56 mil por ano.
 
Mas por que nos importamos e nos preocupamos mais com os desdobramentos da discussão Trump x Kim? Aqui no Brasil, a criminalidade já virou rotina e a naturalização desta situação aumenta a falta de cobrança de uma solução pelas as autoridades. Esta soma de fatores nos levou ao longo de anos de má administração até a calamidade atual. Estados sem dinheiro não conseguem investir em nada, inclusive na segurança.
 
A situação de Rio Grande do Norte é o último exemplo desta triste fórmula a eclodir. É neste ponto que a criminalidade deixa a periferia e toma conta do Estado. E é só neste momento que percebemos o problema. A greve das polícias locais é o último grito contra a falta de estrutura e precariedade da segurança pública.
 
O fim da paralização se deu quando o governo acatou as reinvindicações dos sindicatos. Dos 18 pedidos dos policiais e bombeiros, a maioria era por estrutura, novos carros, fardas e pagamento em dia. O básico para se combater a criminalidade e colocar a vida em risco. Você chega ao seu trabalho, mas não tem cadeira, computador ou mesa. Mesmo assim precisa entregar os seus projetos, pois seus clientes estão cobrando. Soma-se a isso, um atraso salarial. Um ou dois meses sem receber. Como você se sentiria? Agora imagine ser um policial e ter o risco de trabalhar em uma das 50 cidades mais violentas do mundo.
 
Esta é a situação que motivou a paralização das polícias em RN, mas é a mesma história que se repete na maioria dos estados brasileiros. Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catara e por aí vai. Na contramão, o crime se aperfeiçoa, cresce, inventa novas técnicas.
 
Mas a crise já passou e a polícia voltou a trabalhar, certo? Não. Os estados continuam quebrados ou mal administrados. Remedia-se e abafa, mas não acaba com o problema. É uma doença onde se cuida apenas dos sintomas, sem tratar realmente a causa raiz. Com isso, as dores passam, mas voltam piores quando o tratamento superficial não faz mais efeito.
 
Enquanto não houver uma conscientização da população para cobrar soluções e os governantes tiverem mais responsabilidade pelos seus gastos, continuaremos perdendo essa Guerra e seguiremos sentados na frente da TV, preocupados com a crise de Donald Trump.
 
(*Marco Antônio Barbosa é especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil. Possui mestrado em administração de empresas, MBA em finanças e diversas pós-graduações nas áreas de marketing e negócios)



Autor: Leonardo Duarte (*) , 19 Janeiro 2018 às 14:30 - em: Falando Nisso

Há quem diga, citando Maquiavel, que governar é fazer crer. Não é verdade. Atrás do teatro - muitas vezes importante na política - é necessário ação. E esta ação muitas vezes pode contrariar o próprio povo. Muitos dos maiores governantes da história não eram nem um pouco populares, tendo sido reconhecidos apenas após o benefício do tempo. No Reino Unido, Teacher enfrentou índices de popularidade baixíssimos, em Merkel, na Alemanha, não goza de números confortáveis. Mas ambas venceram o teste da história porque têm ações concretas para mostrar. Por outro lado, governantes muito populares passaram a ser vistos desfavoravelmente no correr da história, quando se percebeu que o que tinham para apresentar eram apenas palavras, fotos, fogos e fumaça.
 
Não digo isso para fazer crer que a opinião pública não seja importante. Ela é. Mas não deve ser a única bússola a orientar os governantes. Na verdade, muitas vezes, para governar bem, é preciso agir contra a maioria. E decisões contra-majoritárias, além de não serem comemoradas, impedem o governo do espetáculo. Porém, os homens públicos, na civilização da comunicação instantânea das redes sociais, onde a opinião da maioria logo se revela e se faz ouvir estrondosamente,  têm uma atração ainda maior pelo aplauso, pouco percebendo que isso é uma tremenda armadilha.
 
Agir consoante a vontade da maioria pode significar, muitas vezes, tomar a pior decisão possível. Quando a maioria é unida por um sentimento comum, e tem a oportunidade, os direitos da minoria se tornam inseguros. Por isso que modernamente os poderes são separados e independentes, justamente para que o Parlamento, que representa a maioria, não domine o Judiciário ou o Executivo. Por isso também que em democracias soberana é a Constituição, e não o povo. 
 
Também por esta razão que as emendas à Constituição precisam, para ser aprovadas, de um processo legislativo mais severo em ambas as casas, ou seja: a minoria necessariamente tem que participar da processo de alteração da Carta Maior. E isso tudo porque o único ramo do governo que é diretamente responsável pelo povo é o Legislativo. No Executivo e no Judiciário, jura-se cumprir a Constituição, e não agradar ao povo.
 
Se fosse o contrário, não haveria ninguém a proteger o povo dos males da maioria. A democracia seria transformada em uma demagocracia. Madison, um dos pais fundadores dos Estados Unidos da América, dizia que em democracias puras, facções poderiam facilmente tomar controle do governo por meio de alianças e submeter a minoria de a um perpétuo abuso legislativo, executivo e judicário.
 
Por isso respeito, mesmo quando não concordo, com autoridades do Executivo e do Judiciário que tem a coragem de tomar decisões contra-majoritárias, expondo a sua cara à profanação da imprensa e das redes sociais. Por isso reprovo quando administradores públicos se preocupam apenas em agradar a população, sem pensar na consequencia de seus atos. Também por essa razão me preocupo quando juízes e promotores expõe e defendem suas opiniões fora do processo. Essas autoridades não devem se submeter a tirania da popularidade, porque, certamente, um dia, irão ter que desagradar a maioria para bem desempenhar a sua função.
 
Aliás, qualquer pessoa pública, algum dia, terá que tomar alguma decisão que desagrade ao povo. Assim como um pai zeloso, que educa seu filho, o governo dos homens, para ser bom, nem sempre deve mirar em agradar os homens. Algumas vezes o filho pode ser mimado. Noutras, pode não saber o que é o melhor para si. Nestes tempos em que nossas instituições sofrem constante  enfrentamento, mesmo quando intimamente não concordo com sua atitude, não deixo de admirar o homem público que tem a coragem de tomar uma decisão contrária a da maioria. Afinal, vivemos em uma democracia, e não em uma demagogracia.
 
(*Leonardo Avelino Duarte é advogado, professor universitário, ex-presidente da OAB-MS, foi conselheiro federal da OAB e coordenador nacional do Exame de Ordem)



Autor: Marcia Scherer (*) , 18 Janeiro 2018 às 10:20 - em: Falando Nisso

Caiu um meteoro nos EUA, as imagens mostraram o objeto celeste cruzando o céu e causando até tremores. De quem é a culpa pelo meteoro? Está fazendo um frio congelante em várias partes do mundo, chegando a menos 60 graus na Rússia. Advinha de quem é culpa? O pantanal pode ter a maior cheia de todos os tempos. Você já sabe de quem é a culpa, né?
 
Do Bernal, é claro!
 
Nos últimos anos têm sido assim aqui pelas bandas da cidade Morena. Fez cagada, errou, não gostou, foi acusado? Culpa o Bernal, ué.
 
Essa história de “culpa do Bernal” já até meio que virou brincadeira entre as pessoas que fazem parte das relações mais próximas dele, de tão esdrúxula que ela é.
 
Mas ela tem um lado cruel, pois além de massacrar uma pessoa, com acusações, mentiras, dedos apontados, ela ainda mostra o lado covarde e desumano de quem não é capaz de assumir suas próprias responsabilidades e procura escapar da opinião pública, simplesmente culpando o Bernal.
 
Agora, a culpa dos “erros” na taxa do lixo também é do Bernal.
 
Mesmo ele tendo saído há mais de um ano da prefeitura, mesmo ele tendo cancelado o contrato com a empresa de lixo, mesmo ele tendo passado por tudo o que passou e provado, uma a uma, que suas ações estavam corretas, mesmo com o golpe, com as perseguições, com a falta de apoio da classe política, mesmo assim, ainda tentam o culpar por algo em Campo Grande.
 
Eu não gosto nem um segundo da atual administração. Acho ela fraca, ruim mesmo, mas eles acabaram de acrescentar algo no meu desgosto: a covardia. Detesto covardes! São os piores tipos, porque não medem esforços para se eximir de qualquer responsabilidade. Se escondem nas sombras e quando são chamados à luz, simplesmente fogem. Detesto covardes!
 
Por isso admiro Bernal. Ele tem coragem. Assume o que precisa. Mostra as causas, mas não foge da responsabilidade. Ele fica firme, corrige o que é preciso, melhora o que é necessário e assume o seu papel.
 
Esse é o verdadeiro papel de um líder: assumir, ficar firme e aguentar. Líderes não se escondem em desculpas esfarrapadas. Líderes não permitem que outros sejam responsabilizados. O verdadeiro líder assume os erros, ainda que tenham sido cometidos por seus subordinados.
 
Voltando à taxa do lixo. É muita cara de pau da atual administração querer culpar o Bernal. O projeto foi todo criado, apresentado e aprovado em 2017. Todos os servidores comissionados que fazem parte dessa administração são contratados por essa administração. Nunca houve acordo para contratação de ninguém, isso foi dito pelo próprio atual prefeito para diversos veículos de comunicação.
 
O compromisso de apoio de Bernal ao atual gestor foi assinado em público, nunca citou a contratação de ninguém, mas firmou compromissos importantes, entre eles a não contratação de pessoas denunciadas ou envolvidas na operação coffee break, e não está sendo cumprido.
 
Será que já não está na hora da atual gestão assumir suas responsabilidades? Já faz mais de um ano que estão na prefeitura. Eles têm apoio e recursos do Governo do Estado. Têm apoio irrestrito da Câmara Municipal, que aprova tudo o que enviam em tempo recorde, inclusive a famigerada taxa do lixo. Estão usando recursos da Agereg, Agetran, Cosip, que até 2016 eram carimbados e portando não podiam ser usados em outras áreas, com o que querem, sem virar notícia negativa, ou alguém entrar com ação contra.
 
O atual prefeito até saiu de férias para descansar.
 
Os veículos de imprensa, na sua maioria, têm sido complacentes com a atual administração. Ações que eram cobradas, com agressividade, da administração Bernal, agora não são nem citadas. Situações que eram tidas como “culpa do Bernal”, agora são culpa do povo, que joga lixo nos terrenos, que não paga, que faz algo errado... 
 
Ainda assim, com todas essas facilidades, o atual prefeito não mostrou a que veio. Não está dando conta do recado. E para piorar tudo, não quer assumir suas “cagadas”, prefere usar apoiadores e veículos de comunicação de amigos para jogar a culpa no Bernal.
 
Se bem que é como disse uma colega: a culpa é do Marquinhos e ele joga em quem ele quiser, nesse caso na “geni de alguns políticos campo-grandenses”, o Bernal. 
 
(*Marcia Scherer é publicitária, especialista em marketing político, foi superintendente de comunicação na administração Alcides Bernal)



Autor: Marcio Zeppelini (*) , 13 Janeiro 2018 às 12:15 - em: Falando Nisso

Diante de uma vitrine atrativa, um menino pergunta o preço dos filhotes à venda.
 
– Entre 200 e 300 reais - responde o dono da loja.
 
O menino puxa uns trocados do bolso e diz:
 
– Eu só tenho 28 reais... mas eu posso ver os filhotes?
 
O dono da loja sorriu e chamou a cadela Lady, que veio correndo, seguida de cinco filhotinhos que mais pareciam bolinhas de pelo. Um sexto cachorrinho vinha mais atrás, mancando de forma visível. Imediatamente, o menino apontou para aquele cachorrinho e perguntou:
 
– O que é que há com ele?
 
O dono da loja explicou que ele havia nascido com uma má formação em uma das pernas - e que ele mancaria para sempre.
 
O menino se animou e disse:
 
– Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!
 
O dono da loja respondeu:
 
– Não, você não vai querer comprar esse... Mas se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente.
 
O menino ficou transtornado e, olhando bem para a cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse:
 
– Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros, e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 28 reais agora e 10 reais por mês, até completar o preço total.
 
O dono da loja contestou:
 
– Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cães.
 
Então, o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calça para cima, mostrando a sua prótese. Olhou bem para o dono da loja e respondeu:
 
– Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso.
 
Ninguém vale mais que ninguém.
 
Cada um tem seu valor, assim como cada um tem suas deficiências. Todos nós somos imperfeitos e devemos reconhecer nossos erros, trabalhando pela superação de cada um deles, buscando sempre nosso próprio aperfeiçoamento.
 
Uma deficiência física jamais será algo que desmereça ou tire o valor de alguém, até porque as maiores "deficiências" estão em nossos pensamentos, em nossas crenças, em nossas atitudes. A preguiça, o medo e a arrogância, por exemplo, são deficiências muito mais graves do que a falta de um braço ou uma perna.
 
Então, antes de desvalorizar alguém - seja por deficiências físicas ou atitudinais -, reconheça as SUAS deficiências, classifique-as, tente superá-las. Quando você perceber que também tem defeitos, enxergará melhor as virtudes e qualidades dos outros - que é o que mais importa.
 
Quando você escutar alguém falando mal de outra pessoa (ou você mesmo estiver praticando isso), reflita e busque uma qualidade dessa "vítima". E pergunte-se: o que vale mais?
 
Não desvalorize alguém só por estar "mancando". Nem se for um cachorrinho.
 
Abraços cheios de atitude - e um 2018 intenso para você!
 
(*Marcio Zeppelini é palestrante motivacional, empresário e empreendedor social, presidente do Instituto Filantropia e diretor executivo da Zeppelini Editorial)



Autor: Marcelo Nóbrega (*) , 12 Janeiro 2018 às 10:20 - em: Falando Nisso

É bastante comum o debate sobre primeiro emprego sob o ponto de vista de quem o procura. Certamente, trata-se de um momento difícil para o jovem que busca entrar no mercado de trabalho. No entanto, há também desafios para quem contrata uma pessoa sem experiência profissional. Se o jovem encontra dificuldades, as empresas também precisam se preparar para receber esses 'calouros'.
 
Sabemos que uma integração bem feita nos primeiros meses é fundamental para o sucesso de um profissional em um novo emprego. Imagine-se então quando esse profissional está dando os primeiros passos em seu primeiro emprego. É preciso criar um ambiente favorável para receber jovens sem experiência prévia. Se esse 'recém-nascido profissional' não encontra apoio em seu ambiente de trabalho, seu desempenho e desenvolvimento estarão seriamente comprometidos. Por isso, para ser uma porta de entrada para o primeiro emprego formal é preciso, também, ser uma empresa acolhedora.
 
Quem frequenta a rede McDonald's já deve ter percebido a versatilidade de nossos gerentes, que sabem fazer de tudo dentro de um restaurante. Quase todos começaram na função de atendente e cresceram exercendo as diversas posições da nossa estrutura. Essa possibilidade de carreira vem do treinamento e do aprendizado permanentes que acompanham nossos profissionais em todos os seus momentos dentro da companhia. Os novos atendentes são treinados por seus superiores e, também, pelos seus próprios colegas. E logo ele também treinará seus colegas. Esse interesse pelo crescimento mútuo é fundamental para o sucesso deles.
 
Assim, voltando ao ponto que abriu esse bate-papo: não fosse por esse DNA de primeiro emprego e desenvolvimento contínuo, de nada adiantaria termos as mais modernas ferramentas de atração de talentos.
 
E a fórmula tem dado certo. Somente no ano passado, contratamos 14 mil jovens, ou cerca de 20 pessoas por dia. Desse total, grande parte é indicada pelos nossos atuais e ex-funcionários, que veem na companhia uma boa oportunidade profissional para os seus parentes e amigos. O resultado disso é a formação de uma grande família em cada restaurante, cujo bom funcionamento é testemunhado diariamente por mais de 2 milhões de clientes.
 
Uma companhia que tem como bandeira ser a porta de entrada para jovens também deve ter um plano de carreira apoiado por programas permanentemente atualizados que façam sentido para esse público. Recentemente, por exemplo, percebemos no McDonald’s que era importante oferecer conteúdo de empreendedorismo, um dos principais temas de interesse dos jovens, na plataforma educacional da Universidade do Hambúrguer. Dessa forma, nasceu o Aperte o Play!, que incentiva os profissionais a terem autonomia para escolher qual caminho trilhar – dentro ou fora da empresa.
 
Sim, porque junto com os jovens, recebemos também os seus projetos, sonhos e aspirações, que podem ser de longo ou curto prazo. E ao recebê-los para a sua primeira experiência profissional, também devemos estar preparados para a sua partida. Mas esse pode ser o tema para um próximo bate-papo.
 
(*Marcelo Nóbrega é diretor de Recursos Humanos do McDonald's Brasil)



Autor: João Carlos Polidoro (*) , 30 Dezembro 2017 às 12:30 - em: Falando Nisso

É em tempos de crise que somos criativos e inovadores. Mas, a que estamos inseridos está sendo mais desafiadora, pois, além da instabilidade econômica, vivemos uma crise política e ética. Mas o copo está meio cheio, pois, estamos vivenciando algo inimaginável até poucos anos atrás. Grandes empresários e políticos - na verdade, bandidos travestidos, intocáveis até então - estão atrás das  grades. As instituições que defendem a sociedade estão agindo, porém, o sistema é forte e persiste em proteger os maus cidadãos, exigindo de quem os enfrenta mais energia e persistência.
 
As bandeiras as quais defendo, como o fim da corrupção, fim da impunidade, gestão pública eficaz, mais segurança, menos impostos e uma nova política, começam a dar sinais de inclusão nas pautas dos que querem mudanças, porém, tudo com efeito em longo prazo. Não vamos mudar 500 anos do dia para a noite, levará algumas gerações.
 
Dois mil e dezoito traz grandes esperanças na economia: inflação sob controle - perto de 3%; juros caindo - Selic fecha 2017 a 7% ante 14% em 2016; PIB em alta - próximo de 1%; indústria em início de recuperação; comércio dando sinais positivos de retomada de movimento (mesmo que lento e gradual); e a geração de empregos reagindo, que será impulsionada pela reforma trabalhista, que trouxe flexibilização e equilíbrio nas relações.  Além disso, há a discussão de  reformas essenciais para o desenvolvimento sustentável, como a da previdência e a tributária e, possivelmente, a política, todas tirando da zona de conforto e entrando na onda de mudanças para obter resultados diferentes no longo prazo.
 
Do ponto de vista político, temos uma grande missão: errar menos em nossas escolhas. Precisamos de um candidato reformista para nos colocar de vez no século XXI, pois, vivemos nele, mas, seguindo regras, processos e atitudes dos séculos passados. Os detentores de investimentos esperam, entre outras atitudes, essa definição para desembarcarem em terras tupiniquins e acelerar o desenvolvimento que tanto almejamos.
 
Enfim, o ano de 2018 será o momento de exercermos a nossa cidadania plena, mudar aquilo que não concordamos, ou até dar o troco naqueles que usurparam nossa confiança, esquecendo-se dos compromissos assumidos. Será o ano da retomada dos rumos que queremos dar a nossas vidas e das futuras gerações. Depende muito de cada um de nós, da nossa efetiva participação, sendo vigilantes, críticos e atuando para que nossos representantes escolhidos estejam embasados em nossas vozes e não sucumbam ao sistema.
 
(*João Carlos Polidoro, empresário, é presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande - ACICG)



Autor: Wilson Aquino (*) , 23 Dezembro 2017 às 13:45 - em: Falando Nisso

O mês de dezembro é mesmo atípico. Apesar da beleza e importância dos demais, de cada semana, cada dia, cada hora, cada minuto que devem e precisam ser bem vividos, o 12º mês difere dos demais pelo fato de levar o indivíduo a reflexões íntimas e pessoais sobre assuntos amorosos, profissionais, familiares, sobre a vida enfim, de forma não programada, natural.
 
É em dezembro que efetuamos um balanço das metas estabelecidas no final do ano anterior.
 
Metas como: Voltar a estudar e/ou fazer aquela faculdade que há anos vimos protelando; De marcar a data do casamento mesmo sem ter tudo que consideramos necessário para união com a futura companheira(o); De ser uma pessoa melhor, mais amável, mais comunicativa, mais prestativa para com o meu próximo; De conseguir um emprego ou um emprego melhor em que possa crescer e prosperar nele; De finalmente buscar a Deus para ter a Sua companhia na vida e “entesourar” o conhecimento a Seu respeito em nossos corações para que possamos trilhar o caminho que Ele reservou para cada um de nós de forma mais segura e tranquila...
 
Não devemos temer quando começarmos a ser cobrados por nós mesmos sobre o que fizemos ou deixamos de fazer ao longo dos últimos 12 meses. Isso mesmo! Não devemos! Pois sempre podemos recomeçar, partir, começar. Nunca, absolutamente nunca, é tarde para isso, para buscarmos novos rumos que nos levam à realização, a condições melhores de vida. Sempre é tempo de buscar! Tomar fôlego e lutar por um espaço maior e melhor na vida. Sempre é tempo!
 
Não devemos subestimar nossa (grande) capacidade de mudança, de recomeçar.
 
Nada está definitivamente perdido! Mesmo que estejamos “no fundo do poço”, nos sentindo o pior dos seres humanos! O mais esquecido e sofrido que já viveu. Há sempre esperança! E esperança é a possibilidade, a escada para sair do “poço” para galgar novos e coloridos caminhos.
 
É natural do homem esse espírito de autoanálise, autocrítica, autojulgamento.
 
Nos cobramos e nos condenamos pelos nossos próprios fracassos.
 
Quando olhamos para traz e não enxergamos boas ações e realizações por nós desenvolvidas, caímos em depressão. Quase sempre nos  sentimos incompetentes, incapazes de fazer algo de bom. Em alguns a depressão desponta de forma mais aguda, resultando em tragédias (suicídios por exemplo) ou num completo, contínuo e depressivo desânimo.
 
O bom da vida é que podemos sim, de fato, sempre, recomeçar! Podemos nos levantar de tantos quantos forem os tombos que tivemos ao longo dos meses, ao longo da vida, ao longo de 2017 e levantarmos, revigorados e voltarmos a trilhar o caminho da vida. Sim! Todos nós, de fato, podemos!
 
E todo aquele que acredita em Deus tem alicerce e, consequentemente, mais vigor e alegria diante dos obstáculos que surgirem. Afinal não estamos sós. Ele está conosco e pode nos ajudar em todos os momentos de nossa vida. Desde que acreditemos nisso. Afinal, Ele nos deu o livre arbítrio para conduzirmos nosso dia a dia como quisermos e ao reconhecermos Seu poder e autoridade sobre todos nós, sobre todas as coisas, tudo pode ficar bem! Tudo pode ficar melhor.
 
Não que mesmo em Sua companhia não iremos passar por tribulações. Passaremos. A diferença é que aqueles que acreditam em Deus enfrentam a vida, mesmo durante as grandes tempestades, de cabeça erguida, felizes, conscientes de que Ele está, de fato, ao nosso lado. Quem não acredita, conta apenas com sua própria força. Por isso entra em desespero e muitos não suportam a pressão e fazem as piores besteiras, pondo tudo a perder.
 
Então, acreditar em Deus é um grande negócio, pois pode nos ajudar em tudo, como aceitar nossos fracassos de metas estabelecidas e nem tão alcançadas em 2017 e Nos dá esperança e força para perseverarmos no estabelecimento de novas metas para o novo ano de 2018 que se inicia, com a garantia de que muitas e muitas bênçãos virão.
 
Um Feliz Natal e um Prosperíssimo novo ano a todos e que todos busquem e aceitem a companhia de Deus ao longo da vida!
 
(*Wilson Aquino é jornalista, professor em Campo Grande e cristão SUD - wilsonaquino2012@gmail.com)