O Partido dos Trabalhadores divulgou nota condenando o ataque dos Estados Unidos em Bagdá que matou o general iraniano Quasem Soleimani e criticou a posição do governo de Jair Bolsonaro em relação ao assunto. "Lamentável que o governo brasileiro tenha manifestado apoio a tal ação sob o argumento de combate ao terrorismo", diz a nota divulgada no sábado no site do PT, afirmando que o episódio faz "parte da estratégia de campanha" de Donald Trump à reeleição. "Sucessivos governos dos EUA e particularmente o atual, têm contribuído para agravar os litígios no Oriente Médio. Fazemos um chamado pela paz e pelo cumprimento dos acordos multi e plurilaterais, incluindo o acordo nuclear assinado com o Irã durante o mandato do presidente Barack Obama e é fundamental que o governo dos EUA e de seus aliados recuem imediatamente de sua interferência nociva no Oriente Médio", acrescenta o PT. No fim de semana, deputados petistas também criticaram a ação dos EUA. Leia a íntegra no link abaixo.
"Fazemos um chamado pela paz e pelo cumprimento dos acordos multi e plurilaterais, e é fundamental que o governo dos EUA e de seus aliados recuem imediatamente de sua interferência nociva no Oriente Médio."
— PT Brasil (@ptbrasil) January 4, 2020
Leia a nota completa no site do PT: https://t.co/xLIvIvuaJD
Diante das tentativas da ministra Tereza Cristina (Agricultura) de retomar a exportação de carne in natura brasileira para os Estados Unidos, a BBC contou a história de um fazendeiro dos EUA para explicar a dificuldade de abertura desse mercado. Cita o caso de Christopher Gibbs, de 61 anos, fazendeiro do estado de Ohio, que apoiou a eleição de Donald Trump, mas acabou prejudicado com a guerra comercial travada pelo atual presidente com a China. Sob justificativa de proteger o mercado nacional e o direito à propriedade intelectual de empresas de tecnologia americanas, Trump impôs tarifas a produtos chineses em 2018. Em resposta, a China taxou a produção agrícola dos Estados Unidos. Isso atingiu em cheio os produtores rurais dos EUA, cujos produtos estão com preços abaixo da produção. No prejuízo, os fazendeiros de lá não querem saber da carne brasileira em seu mercado interno.
"Eles alegaram lá algumas questões menores de fiscalização sanitária, às quais já respondemos. A verdade é que eles não querem abrir o mercado porque o produtor brasileiro é hoje mais eficiente que o americano e a carne brasileira é mais barata", explicou à BBC um diplomata envolvido nas negociações. O Brasil, por sua vez, vive um ótimo momento com a venda de carne e soja para a China, o que faz subir os preços nacionais. Conforme a BBC, a "própria ministra Tereza Cristina reconhece que talvez sequer houvesse oferta brasileira disponível para o mercado americano, mas o Brasil quer receber o reconhecimento dos EUA de que sua carne in natura é aceita nesse mercado". Leia a íntegra aqui na BBC Brasil.