Papo de Arquibancada


Com gols dos volantes Elias (2) e Jucilei (foto), o vice-líder Corinthians derrotou por 3 a 0 e mandou o São Paulo rondar a zona do rebaixamento. Nas arquibancadas do Pacaembu, em vez de "o campeão voltou" gritado por são-paulinos, corinthianos gritavam "o freguês voltou" ironizando o rival. E na internet, a própria torcida tricolor admitiu que o adversário foi superior e que só não aconteceu goleada porque o goleiro Rogério Ceni livrou o hexacampeão brasileiro de vexame maior. Alegando que não há técnico à altura disponível na praça, diretores do São Paulo questionados pela imprensa disseram que Sérgio Baresi deve, por enquanto, continuar. Com o empate do Fluminense e Vasco (ler abaixo), o vice Corinthians chegou a 31 pontos e reduziu para dois a distância do líder. Já o São Paulo caiu para a 15ª posição com 17 pontos e só o Prudente o separa da zona do rebaixamento. Acostumada a ver seu time sempre nas primeiras posições do Brasileirão nos últimos anos, a torcida tricolor não se conforma. Veja algumas frases postadas por são-paulinos de Campo Grande e de todo o Brasil no Twitter:

 

@os_soberanos Será que teremos que entrar no Z4 pro time e a diretoria acordar? #MUDASPFC 


@realves2010 @borgesspfc o problema e dessa diretoria ridicula que não contrata um tecnico decente, não arruma um patrocinio, que clube e esse?


@Bellizotti Assim não da, esta na hora de começar pressão em cima da diretoria, cansado de sempre da tempo e tempo e nada acontece @borgesspfc


@drosghic FORA JUVENAL JUVENCIO!!!! IMPEACHMENT JA!!!

 

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Clube de maior tradição da história do futebol de Mato Grosso do Sul, o Operário campo-grandense completou 72 anos sem ter o que comemorar. Sem estrutura perdida por uma série de más gestões nas últimas décadas, o clube, que em nível nacional chegou ser o mais temido do Mato Grosso uno e do novo estado que nasceu da divisão, sobrevive hoje apenas da tradição do nome, depois de ter toda sua estrutura depredada ao longo das últimas décadas. E continua de mal a pior. Neste ano não conseguiu ao menos sair da amadora segunda divisão estadual, onde foi parar no ano anterior, pela primeira vez em sua história que já foi gloriosa.


Muita gente reclama da falta de apoio por parte de empresas e do poder público. Mas é bom ficar claro que este só virá se houver uma junta administrativa que tenha esse respaldo, pois ninguém, seja político ou empresário, investe no que não acredita. Ou seja, o caminho para que o Galo consiga se revigorar é apontado, curiosamente, por seu principal rival, o Comercial, que, mesmo enfrentando situação bastante semelhante, está aos poucos se reerguendo graças a uma diretoria que conta com respaldo político e empresarial.


Por isso, quem diz ter amor pelo clube deveria ir além das palavras. E em casos como este, em que não se consegue salvar o ente amado, a maior prova de amor é deixar o egoísmo de lado e abrir mão para que a própria instituição Operário possa vir a ser gerida por uma junta administrativa formada por lideranças empresariais com capacidade para atrair investimentos e com respaldo junto às lideranças políticos regionais. Só com o Galo exibindo credibilidade e empenho além da força de vontade, poderemos voltar a reviver os grandes clássicos Comerários no Morenão necessários ao real fortalecimento dos dois clubes, numa rivalidade salutar. Só assim poderão atrair novos torcedores e o Galo poderá voltar a ter o que comemorar com sua torcida. O Operário continua tendo "amor e tradição", como diz seu hino, mas falta a garra que, numa hora de dessas, se traduz em entender que essa tradição deve ser maior que interesses pessoais e desagarrar o Galo, deixando-o livre para voltar a se fortalecer.

 

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