Papo de Arquibancada


A decisão da Band de suspender do programa CQC o humorista Rafinha Bastos (foto) aconteceu depois que Ronaldo "Fenômeno" reclamou à direção da emissora, afirma hoje o colunista Tony Goes, na F5, página sobre celebridades do site da Folha de S.Paulo. Após muitas reclamações sobre suas piadas de mau gosto, a gota d´água para a suspensão de Rafinha (anunciada pela colunista Mônica Bergamo neste fim de semana na Folha de S.Paulo) foi uma piada feita há duas semanas sobre a gravidez da cantora Wanessa Camargo. "Eu comeria ela e o bebê", afirmou o humorista. Hoje, em artigo intitulado "Tudo tem limite, até o Rafinha Bastos", Tony Goes diz que o ex-jogador Ronaldo é sócio de Marcus Buaiz, que é marido de Wanessa Camargo, na 9ine. Acontece que a empresa de marketing esportivo já se tornou uma agência de publicidade com grandes clientes e, conforme o colunista, não interessa à nenhuma emissora de TV ter mau relacionamento com anunciantes, com pessoas que agenciam essas verbas, nem com estrelas dos esportes. 

"Simples assim. Rafinha vai ser censurado porque irritou interesses importantes", diz Tony Goes, completando: "Isto é ruim? É um fato da vida. Nenhum humorista pode querer ter total liberdade junto com riqueza e fama. A de Rafinha já repercute no exterior: ele foi alvo de uma longa matéria no ´New York Times`, e sua conta no Twitter tem mais seguidores do que as de Obama ou Lady Gaga. Mas o cara ainda se comporta como se estivesse diante de uma pequena plateia num espetáculo de "stand-up". Quer ser ´cult` e ´underground` na TV, e se esquece de que cada vírgula do que fala repercutirá ao infinito na internet. O sucesso rápido e estrondoso fez com que ele não enxergasse seus limites." Se Rafinha está suspenso do CQC desta segunda-feira, o castigo, conforme o colunista, não deve ir além disso. "No máximo ele amargará um tempo na geladeira, e não se fala mais nisto. Duvido que seja demitido. Pegaria mal para a imagem de irreverência do ´CQC`. Além do mais, no dia seguinte Rafinha já estaria com um programa próprio numa emissora concorrente", emenda Goes. Leia a íntegra clicando aqui em F5.










Humorista-repórter corintiano alfinete e a panicat Nicole



Murtinho venceu o favorito Antonio João nos pênaltis após empate em 2 a 2



Do site do Cláudio Humberto (DF) neste sábado: 

Um episódio ainda não revelado e movido a tensão de ambos os lados mexe com os brios do governo federal e da FIFA. Há 15 dias o presidente da entidade, Joseph Blatter, mandou carta em tom ameaçador à presidenta Dilma Rousseff. Em outras palavras, disse que se o país não acelerasse as obras dos estádios e não enviasse a Lei Geral da Copa para o Congresso, a FIFA não terá outra alternativa a não ser cancelar o evento até ano que vem, prazo estipulado em acordo com o Brasil, e anunciar a Copa em outro país. 
 
A Casa Civil deu celeridade, então, ao envio do projeto, mas aí a situação desandou de vez. Os advogados da FIFA no Brasil não gostaram do que leram. Eles esperavam outro projeto, já acordado com o governo. Entre pontos polêmicos está a venda de meia-entrada para idosos, o que a FIFA veta e vetou em eventos anteriores. Não há objetividade também sobre as regras para comércio e publicidade em torno dos estádios. A FIFA tem exclusividade sobre esses termos, principalmente com a venda de uma cerveja estrangeira que é parceira da entidade, mas o governo não deixou claro se a cervejeira da FIFA terá exclusividade nos acessos aos estádios. Nos corredores da FIFA, há quem diga que Estados Unidos e Alemanha, que sediaram Copas recentes, estão sob alerta.
 
NOTA DO BLOGUEIRO Acostumados com blefes de poderosos na política tupiniquim, brasileiros consideram esse tipo de ameaça de Blater à Dilma, em evento tão grandioso, pura bravata. Mera pressão da Fifa para ampliar vantagens no negócio, ou negociatas a supor por denúncias diversas que viraram rotina na imprensa internacional.
 
Porém... brasileiro razoalvemente informado sabe que graças a um compatriota com nome de gringo, o Jean-Marie Faustin Goedefroid de Havelange, mais conhecido por João, a Fifa tem mais representatividade do que a ONU. Sabe também que o cronograma da Copa em seu país está, deveras, uma lambança e motivos justos para cancelar a copa no país não faltam. Sabe ainda que países bem mais poderosos como os citados pelo ex-porta-voz de Collor têm, sim, interesse em sediar o evento, com muito mais competência e bem menos indícios de maracutaias.
 
Vai daí que a ameaça de "pé na bunda" que, conforme Humberto, teria sido proferida por Blater, pode até ser um mero blefe. Mas, neste caso, pagar pra ver pode sair bem caro.