Papo de Arquibancada




 

Com o pior planejamento dentre os clubes brasileiros para a disputa da Libertadores, se é que houve algum, o Flamengo perdeu na noite anterior o segundo de cinco jogos que disputou pelo grupo 2 e ficou bem próximo da eliminação logo na fase de grupos. Para avançar às oitavas de final precisará de um milagre. Lanterna do grupo com 5 pontos, o rubronegro já não depende de sí próprio. 
 
Além de ter de vencer o líder e já classificado Lanús (Argentina) que têm 10 pontos, na próxima quinta-feira no Engenhão, o time que desembarcou hoje no Rio por porta alternativa para não encarar os torcedores, carecerá de um improvável empate no confronto simultâneo entre o paraguaio Olimpia (7 pontos) e o equatoriano Emelec (6 pontos), em Assunção, onde quem vencer avança sem depender de mais ninguém. Como são só duas vagas...
 
À imagem e semelhança de Joel Santana, o "rei dos estaduais", a postura do Fla no torneio continental foi covarde e de pouca ou nenhuma vibração, como se estivesse numa Taça Guanabara ou Taça Rio. Erro crucial. Com menos técnica, mas muita raça e superação, o Emelec começou perdendo, mas conseguiu a virada nos minutos finais e derrotou os cariocas por 3 a 2. O resultado fez muito torcedor ficar rubro ao lembrar do jogo no Engenhão, há três semanas, quando o Olimpia foi buscar o empate em 15 minutos, após estar perdendo por 3 a 0.
 
Justamente por não conseguir diferenciar Libertadores de estadual, tanto na conduta dos jogadores dentro de campo quanto na dosagem de elenco para Joel, o Flamengo paga caro. E dificilmente escapará da vergonha de ser o único representante tupiniquim a cair já na fase de grupos da copa continental. Hoje, a imprensa carioca já anuncia que a diretoria do clube, agora já sem outra alternativa, só espera o resultado da equipe na Libertadores e no campeonato estadual para decidir o destino de Joel Santana. (Por Joe William - e-mail joe@marcoeusebio.com.br) 




Neymar gostou das voltas em iates de amigos e comprou um Azimut









As torcidas organizadas Mancha Alviverde, do Palmeiras, e Gaviões da Fiel, do Corinthians, estão proibidas de entrar nos estádios de São Paulo por tempo indeterminado. A decisão foi tomada hoje pela Federação Paulista de Futebol (FPF) a pedido da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância por causa do confronto de duas gangues das chamadas torcidas, antes do clássico entre os clubes no dia anterior, que provocou a morte do torcedor palmeirense André Alves Lezo (foto), de 21 anos. Seis torcedores feridos na briga foram hospitalizados. Um deles, de 19 anos, está internado em estado grave na UTI do Hospital de Vila Cachoeirinha, em SP. Marco Polo Del Nero, presidente da FPF, disse que a proibição vigora até os fatos serem apurados e os responsáveis punidos. As gangues se desafiam e marcam confrontos por redes sociais da internet. Ou seja, não são torcedores que querem ver jogo. São marginais querendo brigar. 

DUAS MORTES EM 10 DIAS É a segunda morte em guerra de torcidas em pouco mais de uma semana. Há dez dias, confronto de ditos torcedores do Guarani e da Ponte Preta, em Campinas (SP) resultou na morte de Anderson Ferreira, de 28 anos, torcedor do Bugre, que foi espancado com barras de ferro e de madeira em frente ao Estádio Brinco de Ouro e faleceu três dias depois.  O ex-jogador César Sampaio, gerente de Futebol do Palmeiras, não acredita que proibir a entrada de torcidas nos estádios é solução, já que os brigões se enfrentam nas ruas. Está certo. Falta o poder público tomar atitude mais rígida para acabar de vez com o banditismo disfarçado de torcida que, na verdade, só afasta os verdadeiros torcedores dos estádios. (Foto Facebook/Reprodução)