Papo de Arquibancada







O goleiro Bruno Fernandes, de 28 anos, foi condenado na madrugada de hoje a a 22 anos e 3 meses de prisão por homicídio e ocultação de cadáver de Eliza Samúdio e pelo, sequestro e cárcere do filho Bruninho, pelo jurí do Fórum de Contagem (MG). Sua ex-mulher Dayanne Rodrigues foi absolvida pelo sequestro e cárcere do garoto. Bruno foi condenado a 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima) mais 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. A pena foi aumentada por ser considerado o mandante do crime e reduzida pela confissão do jogador. O advogado do ex-goleiro do Flamengo, Lúcio Adolfo, disse que recorrerá da condenação. E o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro também pretende recorrer pois esperava pena de 28 a 30 anos de prisão. Na sentença, a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues disse que a personalidade de Bruno "é desvirtuada e foge dos padrões mínimos de normalidade" e destacou que "o réu tem incutido na sua personalidade uma total incompreensão dos valores". Afirmou que "a execução do homicídio foi meticulosamente calculada" e que "Bruno acreditou que, ao sumir com o corpo, a impunidade seria certa". A juíza lembrou que "a vítima [Eliza Samudio] deixou órfão uma criança de apenas quatro meses de vida". O filho de Bruno, cuja paternidade foi comprovada por exame de DNA, hoje vive com a avó em Mato Grosso do Sul. 







Chileno Valdívia era o principal alvo dos uniformizados no aeroporto

Depois da derrota para o Tigre na Libertadores, jogadores do Palmeiras foram atacados por integrantes da sua própria torcida "Mancha Verde" antes de embarcar para São Paulo na madrugada de hoje, no saguão do Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires. Os uniformizados partiram pra cima de Valdívia. Copos voaram e estilhaços feriram o goleiro Fernando Prass. O repórter Caio Carrieri do LanceNet estava no local. Ele noticiou que os jogadores haviam feito compras no free shop e aguardavam sentados pelo voo para o Brasil. 

 
"Foi aí que os uniformizados encontraram com os atletas. Um integrante da facção, menos exaltado, foi cobrar Wesley, com o dedo apontado para o meia:
 
– Você não está jogando nada, c...Tem que honrar essa camisa, p... - disse.
 
Poucos segundos depois outros torcedores chegaram ao local, mais exaltados:
 
– Cadê o falador? Cadê o falador? - em referência a Valdivia.
 
Quando avistaram o chileno tomando um lanche em uma mesa um pouco distante de onde estavam os atletas, foram para cima do camisa 10. Os ânimos se exaltaram e o ambiente se transformou em uma praça de guerra. Os seguranças e os companheiros de Valdivia tentaram intervir, mas não deu certo. Copos voaram e explodiram na parede de madeira da lanchonete.
 
Um desses vidros cortou a cabeça do goleiro Fernando Prass, que prontamente foi atendido pelo médico Rubens Sampaio. O massagista Serginho o auxiliou. Enquanto o goleiro era atendido, era possível ver gotas de sangue abaixo dele, no chão. A quantidade de sangue não era pequena. Valdivia correu para o banheiro e contou com a ajuda do segurança Adalto, um dos mais antigos do clube. O chileno ficou postado atrás do funcionário, sem pronunciar uma palavra. O zagueiro Maurício Ramos se colocou ao lado do Mago, com o semblante de pânico por toda a situação que os jogadores tiveram de passar antes de pegarem o avião".
 
O jornalista do LanceNet diz ainda que o clima antes da partida, no Estádio José Dellagiovanna, já estava ruim. "Os cerca de 50 representantes da Mancha cobraram Nobre e chamaram Valdivia de ´vagabundo e cachaceiro`", afirmou.
 
Veja aqui vídeo do bafafá feito pelo Lance!