"Eu temo que ele mande os comparsas dele me procurar. Mas não para um diálogo. Procurar para acabar o serviço que lá atrás ele não terminou." A afirmação foi feita por Sônia de Fátima Moura, de 51 anos, mãe de Eliza Samudio, ao declarar que teme pela segurança da família, principalmente a do neto Bruninho, com a decisão do ministro Marco Aurélio, do Supremo, de tirar da prisão o goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato da filha. Em entrevista ao jornal Extra, do Rio, Sônia que mora no distrito de Anhanduí, em Campo Grande e vive de vender salgados, critica o clube que empregou o goleiro e as pessoas que vão aos treinos para fazer selfie com ele. "Os valores destas pessoas são invertidos. Só pode ser isso. Não é possível, tem limite." Leia aqui no site Extra.
A contratação do goleiro Bruno está espantando os patrocinados do clube Boa Esporte, de Varginha (MG). A Nutrends suplementos alimentares anunciou o fim da parceria no sábado após ser xingada em sua página no Facebook (leia aqui) por apoiar o clube que contratou o condenado pelo assassinato de Eliza Samúdio. Também neste fim de semana, a clínica Cardiocenter e a empresa de equipamentos hospitalares Magsul seguiram o mesmo caminho. E o grupo Góis e Silva, principal patrocinador que estampa sua marca na área mais valiosa da camisa do time, anunciou ontem, após a repercussão negativa que a chegada de Bruno ao Boa vem causando à sua imagem, que cogita retirar seu apoio e nesta segunda-feira vai se reunir com a direção do clube para tratar do assunto.
Ao pedir liberdade para o goleiro Bruno Fernandes das Dores, condenado em março de 2013 pelo assassinato de Eliza Samúdio, seus advogados alegaram demora no julgamento do recurso pela Justiça de Minas Gerais. Os argumentos foram acatados pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo, que concedeu liberdade ao jogador em 21 de fevereiro, solto três dias depois. Ontem, o desembargador Doorgal Andrada, relator do caso no Tribunal de Justiça de Minas (TJMG), emitiu nota rebatendo a tese da defesa e afirmando que o processo está "regularmente em dia e com prazos inteiramente dentro do que prevê a legislação". O magistrado acrescentou que "presos com penas superiores a 20 anos aguardando julgamento de recursos de apelação existem milhares no Brasil". Na nota, o desembargador diz que não vai se manifestar "sobre qualquer decisão que o STF entenda sobre o referido processo". Leia aqui a íntegra no site do TJMG.