Garimpando História




A imagem acima retrata parte do time de governo da primeira gestão de Zeca do PT posando para fotografia no Morenão em 1999 antes de enfrentar um combinado da imprensa de Campo Grande (MS) em evento esportivo promocional. Na escalação, figuras conhecidas da política regional como o 'goleiro' e então deputado federal petista Ben Hur Ferreira (que veio a romper com seus ex-companheiros e se filiou no rival PSDB) e o então secretário-chefe da Casa Civil do governo de Mato Grosso do Sul, Vander Loubet, hoje deputado federal pelo PT (de pé à esquerda). E o primeiro à esquerda do grupo dos abaixados, Moackir Kohl (PDT), então vice-governador que, depois de romper com os petistas e ser candidato ao governo contra o próprio Zeca em 2002 na reeleição do governador) se elegeu depois prefeito de Coxim mas no ano passado não conseguiu se reeleger. Ao término das duas gestões petistas sob crise política e alvo de escândalo na mídia, o time petista, então capitaneado por Delcídio do Amaral, levou uma goleada nas urnas diante do PMDB do capitão André Puccinelli que hoje detém o título de governador. E a arquibancada de eleitores apostava que a equipe não voltaria tão cedo a disputar o campeonato eleitoral do poder. Agora apenas três anos depois e com alguns desfalques e outras contratações, como no futebol, o time petista capitaneado por Zeca cogita voltar pela disputa das urnas em 2010 e, quem diria, preocupa os rivais. A foto foi enviada à seção GARIMPANDO HISTÓRIA por Carlos Roberto Faustino Pereira (Carlinhos do PDT), leitor assíduo deste blog hoje residente em Cuiabá (MT) que pergunta:

 

- "Será que um dia vão conseguir escalar esse time de novo?"

 

E ele mesmo responde:

 

- "Acho muito difícil."













Na imagem acima registrada neste sábado (23/5/2009) segurando sua foto de 1965 quando montou seu “Bar do Taveira” que funciona até hoje na Rua José Antônio (em frente ao megatemplo local da Igreja Universal), o comerciante Wilson Alves Taveira, 69 anos, compositor nas horas vagas, é o personagem urbano que conta um pouco da história de Campo Grande (MS) nesta seção do blog.  Naquele ano, Taveira inaugurou o bar atraído pela Feira Central de Campo Grande recém-instalada na então “Rua Madeira” (atual rua Abrão Júlio Rahe). A “Feirona” havia saído do Mercadão Municipal e ficou apenas um ano na Rua Antônio Maria Coelho, próximo ao colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Naquela época, era uma feira literalmente livre: "Chacareiros da região apareciam pra vender seus queijos, frangos, frutas e outros produtos", relembra o “sêo” Taveira. “A feira começava ao meio-dia de sábado, quando todo o comércio da cidade fechava. E só terminava no meio-dia do domingo. Meus principais clientes eram os próprios feirantes. Compravam papel de embrulho e querosene para iluminar as barracas já que não havia energia elétrica no local” detalha o dono do Bar do Taveira, ponto de encontro de políticos e músicos da terra e de renome nacional como Chitaozinho & Xororó (levados ao local pelo falecido radialista e compositor do Pé de Cedro, Zacarias Mourão), Milionário & José Rico e tantos outros. Ali, inclusive, Delinha, da dupla Délio & Delinha, escreveu a letra da música “Por onde andei” que tem o bar como tema central. Com a chegada do megatemplo da Igreja Universal, a Feirona foi mais uma vez transferida, em 2006, desta vez definitivamente para a sede própria na antiga Estação da Noroeste do Brasil que impulsionou o desenvolvimento da cidade. Mas isto já é outra história...





O vídeo do “Homem de Miranda”, Pedro Pedrossian, criado pelo publicitário consagrado como marqueteiro político Duda Mendonça, é mais um destaque da seção GARIMPANDO HISTÓRIA deste blog. Na campanha  para o governo de Mato Grosso do Sul em 1998, o ex-governador era favorito para dar sequência ao ciclo “Pedro-Wilson” de sucessivas gestões entre ele e o então governador Wilson Barbosa Martins, ou de candidatos por eles apoiados. Nessa lógica, seu principal adversário era Ricardo Bacha, do PSDB, ex-secretário de Fazenda lançado por Wilson com apoio do PMDB (que muitos entendem que deveria ter lançado candidatura própria). Por fora, corriam os “azarões” Zeca do PT e Heitor Pereira de Oliveira, o Heitor do Prona. Uma reviravolta mudou o cenário. O candidato do governo de obras paradas não deslanchava. E, no clima de já ganhou, a campanha de Pedro cedeu espaço ao petista que já vinha ascendente depois de acirrada disputa dois anos antes pela Prefeitura da Capital que perdeu pelos mínimos e polêmicos 411 votos para André Puccinelli (PMDB). Para a maioria dos analistas, Pedrossian perdeu no debate na TV ao dizer que poderia estar pescando em sua fazenda em Miranda em vez de estar ali. Nem a contratação de Duda Mendonça na reta final salvou a campanha. Em vez dele,  Zeca foi para o 2º turno contra Bacha e a rejeição ao então governo aumentou com votos de Pedrossian migrando para o “azarão” e fazendo com que, na terra de fazendeiros, o partido de operários apoiado pelo MST elegesse um de seus primeiros governadores no País.