Vereadores mantém veto à 'lei do silêncio' perto de igrejas em Campo Grande
Izaias Medeiros/CMCG
A Câmara de Campo Grande manteve na sessão de ontem o veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto que incluía templos religiosos nas chamadas zonas de silêncio, ao lado de escolas, hospitais e bibliotecas. A proposta previa restrição de ruídos em um raio de até 200 metros durante horários de culto, o que gerou reação de empresários e do setor cultural por possíveis impactos em eventos e atividades comerciais.
Na justificativa, o Executivo apontou risco à neutralidade do Estado laico e ausência de critérios técnicos urbanísticos, sanitários ou funcionais para equiparar templos a serviços que demandam silêncio contínuo. Também pesou o alcance da medida: segundo o IBGE, a cidade tem mais de 2,1 mil templos, o que ampliaria significativamente as áreas com restrição.
Autor do projeto, o vereador Leinha (Avante) afirmou que pretende rediscutir o tema antes de apresentar nova versão. Com a decisão, vereadores voltaram a defender a atualização da lei do silêncio, em vigor desde 1992 e considerada defasada por setores produtivo e cultural. (Com G1MS)
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Postado por: Marco Eusébio, 17 Abril 2026 às 13:45 - em: Principal