Líder indígena Marçal de Souza, de MS, é anistiado 43 anos após sua morte
Armazemmemoria.com.br/Reprodução
A Comissão de Anistia declarou anistiado político post-mortem o líder indígena guarani-kaiowá Marçal de Souza Tupã-Y, assassinado em 25 de novembro de 1983, aos 63 anos, na aldeia Campestre, em Antônio João (MS). A decisão unânime, tomada ontem, 43 anos após o crime, reconhece perseguições durante a ditadura, como vigilância desde 1971 e transferências forçadas quando atuava como técnico de enfermagem da Funai. Pioneiro do movimento indígena no país, Marçal integrou a articulação que criou a União das Nações Indígenas, em 1980, em Campo Grande, e se tornou uma das principais vozes na defesa dos povos originários. Com a anistia, a União admite responsabilidade pelas violações e concederá reparação de R$ 100 mil à família, limite máximo permitido por lei. Durante o julgamento, o Estado brasileiro pediu desculpas oficiais, e familiares afirmaram que a medida reforça o reconhecimento da trajetória do líder, já declarado Herói Nacional. (Com Agência Brasil)
Deixe seu comentário
Postado por: Marco Eusébio, 28 Março 2026 às 09:00 - em: Garimpando Historia