Exposição fotográfica retrata condições degradantes de trabalho em MS
MPT-MS
Até dia 30 de janeiro nos shoppings Campo Grande e Norte Sul Plaza, em Campo Grande, a exposição fotográfica "Trabalho Escravo" aberta ontem com 26 imagens que retratam condições laborais degradantes de trabalhadores resgatados de propriedades rurais de Nioaque, Porto Murtinho, Miranda, Corumbá e outras regiões de Mato Grosso do Sul. A iniciativa é do Ministério Público do Trabalho (MPT-MS) e instituições parceiras, custeada com recursos oriundos de multa trabalhista, e marca a data de 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e Dia do Auditor-Fiscal do Trabalho, instituída em homenagem aos auditores Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e ao motorista Aílton Pereira de Oliveira, mortos em 2004 por investigarem denúncias de trabalho semelhante à escravidão em fazendas no município de Unaí (MG). Em 2021, o MPT instaurou procedimentos em MS que culminaram no resgate de 74 trabalhadores encontrados em condições análogas às de escravo, em nove diferentes estabelecimentos rurais do estado. O número de resgates é 72% maior do que o de 2019, quando 43 trabalhadores foram flagrados nessas condições em seis propriedades rurais, e 17% maior na comparação com 2020, quando houve o resgate de 63 trabalhadores em quatro fazendas inspecionadas no estado.
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Postado por: Marco Eusébio, 18 Janeiro 2022 às 17:00 - em: Principal