Calamidade por chikungunya em Dourados

A. Frota/Prefeitura de Dourados
Calamidade por chikungunya em Dourados
Agentes de saúde combatem focos do mosquito
O avanço da epidemia de chikungunya levou a Prefeitura de Dourados a decretar situação de calamidade em saúde pública no município na última segunda-feira, após uma escalada de casos que já ultrapassam 6,1 mil notificações prováveis e taxa de positividade de 64,9%, ajudando a lotar unidades de saúde. Inicialmente concentrada na Reserva Indígena, a doença agora também se espalha pelos bairros da cidade, agravando o cenário. Este é o terceiro decreto editado pela administração municipal em pouco mais de um mês — após medidas de emergência na saúde e na defesa civil — e segue orientação do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE). Até agora, são oito mortes confirmadas, a maioria na reserva indígena, e duas em investigação. O decreto de calamidade tem validade de 90 dias.
 
Como parte da estratégia de enfrentamento, o município inicia na próxima semana a vacinação contra a chikungunya, com meta de atingir cerca de 43 mil pessoas. A campanha, porém, deve avançar de forma gradual, já que exige triagem prévia do público-alvo, diante de uma série de restrições clínicas. Paralelamente, equipes de saúde passam por capacitação e a prefeitura prepara ações como drive-thru no feriado de 1º de maio. O Município também recebeu R$ 900 mil do Ministério da Saúde para reforçar ações de vigilância, controle do mosquito e assistência. O cenário é considerado crítico e exige resposta coordenada para conter a disseminação da doença, transmitida pelo Aedes aegypti.


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Postado por: Marco Eusébio, 22 Abril 2026 às 14:00 - em: Principal


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