Esta eleição constitui um marco contra a velha política. O voto em Bolsonaro teve mais uma função purgativa contra a mesmice do que propriamente reconhecimento às suas qualidades. O recado do antivoto foi claro: “políticos obsoletos, deixem seu campo. Ou nós os expulsaremos”. Uma leva de figuras tradicionais foi despedida do Congresso.
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Meu pai, que sabia quando ia chover só em olhar para a formação de nuvens no nascente e no poente, dizia: “quando o vento vem numa direção, ninguém desvia seu rumo”. Aplico a pequena lição à política. Quando o vento corre na direção de um candidato, não há barreira que o detenha. Torna-se “bola da vez”, que tende a chegar antes ao pódio. Em outro ditado, o vento sopra mais quando alguém “cutuca a onça com vara curta”.
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As eleições que acontecem neste 7 de outubro serão marcadas pelos intensos debates sobre os riscos que a democracia brasileira corre em função das características específicas que marcaram a atual campanha eleitoral. O livro de Steven Levitsky, cientista político americano, "Como as Democracias Morrem", tornou-se a referência teórica dessas discussões.
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O primeiro governo genuinamente de centro-esquerda de Mato Grosso do Sul, liderado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), conseguiu superar alguns preconceitos num estado com características conservadoras. O início da gestão Zeca do PT não foi fácil, pois herdou pesadas dívidas da gestão Wilson Martins (PMDB 1995-1998), como as 4 folhas salariais atrasadas do funcionalismo público.
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O voto é um direito do cidadão. É o instrumento mais eficaz que o povo tem para reeleger representantes que cumprem bem a missão de servir à polis ou de mandá-los para casa quando eles driblam suas funções. A lembrança se faz necessária nesse momento em que o eleitorado começa a escolher os quadros que ganharão seu voto.
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No ano de 1994, o Brasil era governado pelo presidente Itamar Franco (PMDB), o vice de Fernando Collor (PRN), que renunciou em dezembro de 1992, após o processo de impeachment por escândalo de corrupção no seu governo. Itamar assumiu, em setembro de 1992, um país com sérios problemas, dos quais o mais complexo era a inflação descontrolada.
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A cinco semanas do pleito, nuvens pesadas continuam a empanar o cenário. Ainda não enxergamos os atores do palco no segundo turno, mas dá para distinguir traços que poderão influenciar a decisão final do eleitor, a começar por duas alavancas que mexem com o sistema cognitivo: a razão e a emoção. A emoção abriga a torrente de sentimentos das pessoas, como raiva, indignação, vingança, simpatia/antipatia, medo, desespero e por aí vai. Já a razão implica processos críticos, a partir da comparação entre protagonistas, análises apuradas sobre os perfis capazes de produzir a sentença: o governante certo no momento adequado para o lugar correto.
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Apresento aqui o quarto artigo da série sobre as eleições gerais em Mato Grosso do Sul, neste verso sobre o pleito eleitoral de 1990. Aquela disputa aconteceu sob a influência de dois contextos: um a nível nacional e outro a estadual. O primeiro diz respeito ao início do governo Fernando Collor de Mello (PRN), o mais jovem chefe da República brasileira, eleito aos 40 anos de idade, em disputa acirrada com o ex-operário e deputado federal Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 1989.
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Gaudêncio Torquato (*)
Gaudêncio Torquato (*)
Mansour Karmouche (*)
Wagner Cordeiro Chagas (*)
Gaudêncio Torquato (*)
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Wagner Cordeiro Chagas (*)
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Wagner Cordeiro Chagas (*)