Campo Grande, Sábado , 27 de Maio - 2017


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Aécio Neves: situação do tucano se complica com documentos apreendidos pela Polícia Federal

Postado por Marco Eusébio , 26 Maio 2017 às 19:00 - em: Principal

A Polícia Federal encontrou "comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição CX 2" – que seria referência a caixa 2 – em apreensões nas residências e no gabinete de Aécio Neves (PSDB-MG) durante a Operação Patmos, deflagrada no dia 18. Esses documentos estavam no apartamento do senador afastado na Avenida Vieira Souto, endereço elegante do Rio de Janeiro. Nos endereços foram apreendidos também celulares, obras de arte, documentos e anotações sobre a Construtora Norberto Odebrecht e o empresário Joesley Batista, da JBS; um aparelho bloqueador de sinal telefônico, uma escultura e 15 quadros – um com a inscrição “Portinari".
 
No gabinete do tucano no Senado foram apreendidas cópias de uma agenda de 2016 com os nomes de Joesley e da irmã de Aécio, Andrea Neves, presa na operação; e uma "folha manuscrita contendo dados do CNO (Construtora Norberto Odebrecht)". Há ainda um "papel manuscrito contendo anotações citando o ministro Marcelo Dantas", em uma possível indicação ao ministro do STJ Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, investigado na Lava Jato. 
 
A lista inclui "folhas impressas no idioma aparentemente alemão, relativo a Nobert Muller". Norbert Muller e a esposa Christine Puchmann são doleiros que já foram investigados na Justiça Federal do Rio, na Operação Norbert. O casal, conforme essas investigações, seria responsável por criar e manter contas bancárias em Liechtenstein, paraíso fiscal na Europa. Na investigação havia uma referência a Inês Maria Neves Faria, mãe de Aécio. Os doleiros foram denunciados, mas o inquérito foi arquivado.
 
O senador cassado Delcídio Amaral (MS), em sua delação premiada, relatou ter ouvido de José Janene – ex-líder do PP, morto em 2010 – que Aécio era beneficiário "de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato e que essa fundação seria sediada em Liechtenstein" e "que o declarante não sabe precisar, mas ao que parece, a fundação estaria em nome da mãe ou do próprio Aécio Neves". (Com Veja e Estadão)



Em blog no site da Veja, Reinaldo Azevedo anuncia que rompeu contrato com a revista

Postado por Marco Eusébio , 24 Maio 2017 às 14:30 - em: Principal

Conhecido por ácidas críticas ao PT desde o início do governo Lula, o jornalista Reinaldo Azevedo pediu demissão da revista Veja nesta semana, após o vazamento de uma conversa telefônica dele com a irmã de Aécio Neves (PSDB-MG), Andrea Neves, cujo telefone estava grampeado pela Polícia Federal na investigação contra o senador. O site "BuzzFeed" vazou o diálogo em que Azevedo chama a Veja de “nojenta” por uma reportagem de capa sobre pagamento de propina a Aécio em Nova Iorque, em uma conta em nome de Andrea. Na conversa, Azevedo também diz que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é pré-candidato ao governo de Minas Gerais.
 
O jornalista não é alvo de investigação e as gravações não têm indícios de crime, o que gerou críticas contra a Procuradoria Geral da República (PGR) e à PF de entidades de imprensa. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) afirmou, em nota, que vê com preocupação a violação de sigilo de fonte pela PGR. "A Lei 9.296/1996, que regula o uso de interceptações telefônicas em processos, é clara: a gravação que não interesse à produção de provas em processo deve ser destruída. O próprio Ministério Público, aliás, é que deveria cuidar para que isso aconteça", diz o comunicado. Nas redes sociais, jornalistas e políticos, inclusive desafetos de Azevedo, criticaram o vazamento.
 
 
O colunista Flávio Ricco, do portal UOL, divulgou que Reinaldo Azevedo também vai deixar a rádio Jovem Pan, de São Paulo, onde apresentava o programa "Pingos nos Is", mas continuará o seu trabalho de comentarista no "Rede TV! News".



Viatura da Polícia Federal em frente a casa do ex-prefeito Léo Matos em Campo Grande

Postado por Marco Eusébio , 24 Maio 2017 às 13:20 - em: Principal

Alvo da segunda fase da Operação Tarja Preta deflagrada hoje da Polícia Federal, que investiga suposto esquema de desvio de medicamentos da Prefeitura de Naviraí para venda em farmácias da região, o ex-prefeito da cidade, Léo Matos, afirma que "não deve nada" à Justiça e que espera a apuração dos fatos para que seja provada sua inocência. Pela manhã, agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa de Léo Matos em Campo Grande, onde desde o início do ano ele atua como assessor especial da Prefeitura da Capital, nomeado pelo novo prefeito Marquinhos Trad (ambos do PSD). Farmácias de Naviraí e de Caarapó e a residência de outro investigado, cujo nome não foi divulgado, também foram alvo das buscas.

Consultado, Léo Matos disse aqui ao Blog que a investigação se refere "a uma foto divulgada em um grupo de WhatsApp" do antiviral Tamiflu, indicado contra gripe H1N1, à venda em uma farmácia no Paraguai, no ano passado, quando Naviraí registrou sete óbitos pela doença. "A cidade eatava desesperada. Todos buscavam vancinas em outras cidades, estados e até no Paraguai. Essas fotos nao foram tiradas por mim e hoje tentam imputar um crime a mim", afirmou Matos.




Agnelo, Tadeu e José Roberto Arruda, presos hoje na Operação Panatenaico pela Polícia Federal

Postado por Marco Eusébio , 23 Maio 2017 às 12:15 - em: Papo de Arquibancada

A Polícia Federal prendeu hoje os ex-governadores do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR) e o ex-vice governador Tadeu Filippelli, atual assessor especial de Michel Temer. A operação Panatenaico investiga fraude e desvio de recursos na obra de reforma que praticamente reconstruiu o Estádio Mané Garrincha para Copa do Mundo de 2014. Orçada em cerca de R$ 600 milhões, a obra custou R$ 1,575 bilhão em 2014, colocando a arena como a mais cara entre as doze cidades-sede da Copa. A obra causou prejuízo de R$ 1,3 bilhão para a Agência de Desenvolvimento de Brasília (Terracap) que financiou o projeto. A operação decorre da delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez, que, com a Via Engenharia, ganhou a licitação para a obra. 
 
O NOME DA OPERAÇÃO é uma referência ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, realizados na Grécia Antiga bem antes dos jogos olímpicos. Essa arena usada pelos helênicos, tida como uma das mais antigas do mundo, remonta à época clássica, quando estádio ainda tinha assentos de madeira. A construção foi toda remodelada em mármore, por Arconte Licurgo, no ano 329 a.C. e foi ampliado e renovado por Herodes Ático, no ano 140 d.C., com uma capacidade de 50 mil assentos.



Aécio pediu a Gilmar Mendes para convencer senador Flexa Ribeiro a seguir seu foto

Postado por Marco Eusébio , 19 Maio 2017 às 15:30 - em: Principal

Com ordens judiciais emitidas pelo Supremo na Operação Patmos, a Polícia Federal interceptou uma conversa telefônica de Aécio Neves (PSDB) com o ministro do STF Gilmar Mendes no dia 26 de abril. Conforme a Folha de S.Paulo, o senador investigado pediu ao ministro para que telefonasse para o senador Flexa Ribeiro para que este siga a orientação de voto proposta por ele, Aécio, no projeto que tratava de "abuso de autoridade" em discussão no Congresso.
 
Em resposta ao pedido de Aécio, o ministro do STF respondeu: "O Flexa, tá bom, eu falo com ele". Conforme a Polícia Federal, no mesmo dia o plenário do Senado aprovou o substitutivo do senador Roberto Requião (PMDB-PR) ao projeto que altera a definição dos crimes de abuso de autoridade.
 
A investigação, coforme a Folha, também interceptou duas ligações telefônicas entre Aécio e o próprio diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. Na primeira conversa, Aécio fala sobre o depoimento dele, que estava marcado na Operação Lava Jato, que depois seria adiado por decisão do ministro Gilmar Mendes. Numa segunda ligação, Aécio pede um espaço na agenda de Daiello para "falar sobre a previdência", em discussão no Congresso. 
 
Na operação, ainda conforme o jornal, a PF também interceptou pelo menos uma conversa telefônica entre o presidente Michel Temer e seu ex-assessor e homem de confiança, o atual deputado federal Rodrigo Loures (PMDB-PR). No diálogo, Temer fala trata com Loures sobre de uma expectativa que o deputado federal tinha a respeito de novas regras para o setor de portos.
 
Os documentos revelam que os aparelhos telefônicos de Aécio e de Loures estavam sob interceptação judicial - ou seja, os grampos não ocorreram nos telefones de Gilmar Mendes e de Michel Temer. No juridiquês, são provas coletadas de "forma fortuita", diz a Folha de S.Paulo.



André e o advogado Renê Siufi, atrás dele, na sede da Polícia Federal na semana passada

Postado por Marco Eusébio , 15 Maio 2017 às 18:30 - em: Principal

Foi prorrogado por mais cinco dias úteis o prazo que iria vencer nesta noite para que André Puccinelli (PMDB) pague R$ 1 milhão de fiança, estipulada pela juíza substituta da 3ª Vara Federal de Campo Grande, Monique Marchioli Leite. A decisão é do juiz Fábio Luparelli, da mesma Vara. Com isso, o ex-governador de Mato Grosso do Sul, que está monitorado com tornozeleira eletrônica, tem até a segunda-feira da semana que vem pagar a quantia e evitar a prisão. Em outro pedido feito à Justiça, advogado do peemedebista, Renê Siufi, disse há pouco aqui ao Blog que solicitou que a Justiça use o valor exigido para pagar a fiança dos bens de André que estão bloqueados desde o ano passado por decisão da mesma juíza.



André sendo conduzido para colocação de tornozeleira durante a operação na quinta-feira

Postado por Marco Eusébio , 13 Maio 2017 às 14:30 - em: Principal


André ao ser levado ontem pela PF para colocar tornozeleira eletrônica conforme ordem judicial

Postado por Marco Eusébio , 12 Maio 2017 às 14:30 - em: Principal

O advogado Renê Siufi pediu à juíza substituta da 3ª Vara Federal de Campo Grande, Monique Marchioli Leite, que reconsidere a fiança de um milhão de reais que ela, embora tenha rejeitado pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Federal, estipulou para o ex-governador André Puccinelli (PMDB) que desde ontem está usando tornozeleira eletrônica colocada na quarta fase da operação Lama Asfáltica. "Fiz um pedido de reconsideração, uma vez que foi a própria juíza que determinou o bloqueio de todas as contas do doutor André. Se estão bloqueados mais de dois milhões e à disposição da justiça, ou seja, da 3ª Vara, eu acho que haverá reconsideração, pois o pedido é mais do que razoável", disse há pouco Renê Siufi aqui ao Blog.



Lula em depoimento a Moro: pergunta a Duque sobre dinheiro, aponta ciência de desvio - diz delegado

Postado por Marco Eusébio , 11 Maio 2017 às 15:00 - em: Principal

Do blog Radar da Veja:
 
"O delegado licenciado da Polícia Federal Jorge Pontes analisou o depoimento de Lula ao juiz Sergio Moro feito na última quarta (10), em Curitiba. Segundo Pontes, Lula se incriminou ao falar sobre o ex-diretor da Petrobras Renato Duque. Veja abaixo sua interpretação. 
 
'Quando Lula confirma que buscou Renato Duque para apenas pergunta-lo se este mantinha conta no exterior, ele se incrimina totalmente e se descortina apenas como um chefão preocupado com a possível existência de evidências contra o esquema que comandou'.
 
'Se fosse o caso de de fato perguntar alguma coisa, a pergunta a ser feita por um homem sério seria 'o senhor andou desviando dinheiro da Petrobras?''.
 
'Quem pergunta – a um funcionário de uma empresa estatal – se este tem recursos depositados no exterior, já subentende que o interlocutor desviou o dinheiro. Portanto, a pergunta tem embarcada em si o conhecimento dos desvios'.
 
'A preocupação e o interesse de Lula – com essa pergunta – era tão somente do ponto de vista do 'lado investigado'.'
 
'A pergunta não encerrou qualquer traço crítico ou de reprimenda, pelo contrário, mostrou apenas conivência e pré-conhecimento dos desvios!'."



Se não houver provas consistentes, André, como Lula, pode ficar mais forte avalia Zeca

Postado por Marco Eusébio , 11 Maio 2017 às 12:30 - em: Principal

O deputado federal Zeca do PT comparou seu principal adversário político André Puccinelli (PMDB) ao seu principal aliado, o ex-presidente Lula, como alvos de investigações da Polícia Federal que, na opinião do ex-governador petista poderão ficar ainda mais fortes políticamente para as eleições estaduais e federais de 2018 caso não haja provas consistentes contra eles.

Ao comentar a nova fase da Operação Lama Asfáltica deflagrada hoje pela Polícia Federal que colocou tornozeleira eletrônica e proibiu o ex-governador de deixar Campo Grande, Zeca disse ao Blog que lamenta a situação. "Penso que devemos ser coerentes. Essa situação é muito ruim para a imagem do Estado". Frisando que faz "luta política, não pessoal", Zeca disse que não comemora a ação contra o adversário.

Zeca do PT comparou a situação de André à de Lula, alvo de denúncias na imprensa originadas na operação Lava Jato, no momento em que ambos são fortes nomes para as eleições de 2018, um para voltar a disputar o governo estadual e o outro para voltar a concorrer à Presidência da República.

"O ônus da prova cabe a quem acusa. A expectativa agora deve ser da apresentação das provas sobre toda a investigação, sob pena de parecer com o que aconteceu na Lava Jato: um monte de indícios e de hipóteses sem nenhuma prova concreta", disse o ex-governador. Para Zeca, se essas provas não existirem, André pode ficar ainda mais forte políticamente, e comparou: "Veja o caso do Lula: é alvo de quatro ou cinco investigações, mas, sem provas suficientes das acusações, ele fica cada vez mais forte".