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Depois de falar do 'balcão de negócios' de Michel Temer, general Mourão vai atuar na Secretaria-Geral do Exército

Postado por Marco Eusébio , 09 Dezembro 2017 às 17:45 - em: Principal

Após a repercussão das críticas que fez ao presidente Michel Temer em palestra na quinta-feira à noite em Brasília, o general Antonio Hamilton Martins Mourão foi afastado da chefia da Secretaria de Economia e Finanças do Exército. Agora, vai trabalhar na Secretaria-Geral do Exército. Na palestra no Clube do Exército, Mourão afirmou que Temer vai conduzindo seu mandato "aos trancos e barrancos", e se equilibrando graças a um "balcão de negócios" para chegar ao fim do mandato (veja aqui em vídeo). Na ocasião, além de tecer elogios a Jair Bolsonaro e críticas a Lula, o general informou que irá para a reserva no 31 de março de 2018, data do golpe militar de 1964. Hoje pela manhã, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, postou no Twitter que falou com o comandante do Exército, general Villas Boas, sobre o caso.




General Mourão: 'ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, ou teremos que impor isso'
O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, disse neste domingo que "não há qualquer possibilidade" de intervenção militar no Brasil por causa da crise política. A afirmação foi feita ao ser questionado pelo Estadão de S.Paulo sobre declarações do secretário de economia e finanças do Exército, general Antonio Hamilton Mourão, que, em evento da maçonaria na sexta-feira em Brasília, indagado sobre uma possível intervenção militar diante das denúncias de corrupção envolvendo até a Presidência da República, admitiu a possibilidade. 
 
Na ocasião, o general declarou que ele e seus "companheiros do Alto Comando do Exército" avaliam que ainda não é o momento, mas a ação poderá ocorrer após "aproximações sucessivas". "Até chegar o momento em que, ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso." 
 
Procurado pelo jornal neste domingo, o general Mourão disse que "não está insuflando nada" e que não defendeu a tomada de poder pelos militares, apenas respondeu a uma pergunta e que não estava falando em nome do Exército, mas de forma pessoal. O general, entretanto, reforçou sua opinião de que "se ninguém se acertar, terá de haver algum tipo de intervenção, para colocar ordem na casa". Veja o vídeo com as declarações do general que geraram a polêmica.