Campo Grande, Quarta-Feira , 22 de Novembro - 2017


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Posts com a tag: gaudencio-torquato

Postado por Marco Eusébio , 15 Novembro 2017 às 09:00 - em: Principal

 
"A seca era medonha. A Paraíba em desespero, o governador aflito. Um dia, caiu uma chuva fininha no município de Monteiro. Inácio Feitosa, o prefeito, correu ao telégrafo: 
 
– 'Governador José Américo: chuvas torrenciais cobriram todo município de Monteiro. População exultante: Saudações, Feitosa'. 
 
Os comerciantes da cidade, quando souberam do telegrama, ficaram desesperados. O município não ia mais receber ajuda. Ainda mais porque a mensagem era falsa e apressada. 
 
Feitosa correu de novo ao telégrafo: 
 
– 'Governador José Américo: cancelo chuvas. População continua aflita. Feitosa, prefeito'."



Livro de Zé Cavalcanti

Postado por Marco Eusébio , 13 Outubro 2017 às 15:45 - em: Principal

 
"Zé Cavalcanti, ex-deputado paraibano, conta em seu livro A Política e os Políticos, que um coronel do sertão, ao passar o comando de seus domínios para o filho, aconselhou:
 
– Meu rapaz, se queres ser bem sucedido na política, cultiva estas duas verdades: a sinceridade e a sagacidade.
 
– O que é sinceridade, meu pai?
 
– É manter a palavra empenhada, custe o que custar.
 
– E o que é sagacidade?
 
– É nunca empenhar a palavra, custe o que custar."



Postado por Marco Eusébio , 21 Setembro 2017 às 17:45 - em: Garimpando Historia

 
"Velhos tempos. Tempos de deboche e criatividade. O deputado Luís Viana Neto estava na tribuna da Câmara:
 
– Filho e neto de governadores da Bahia...
 
Lá embaixo, o deputado Francisco Studart (MDB/RJ) gritou:
 
– Não apoiado!
 
– Senhor deputado, sou filho e neto de governadores da Bahia.
 
– Perdão, excelência. Entendi mal. Entendi: 'Filho inepto de governadores da Bahia'...
 
Risadas gerais em plenário."



Lula e Quaquá, que prega 'luta armada' nas ruas caso o ex-presidente petista seja preso

Postado por Marco Eusébio , 28 Junho 2017 às 19:00 - em: Principal

 
"O presidente do PT do Rio, Washington Quaquá, prega conflito aberto nas ruas, caso Lula seja preso. E assim caminha o Brasil. Todos podem ser presos, menos o ex-presidente. O próprio Lula afirma: 'se eu for condenado, não vale a pena ser honesto'. Eita, Brasil..."



Gaudêncio Torquato, jornalista, consultor e analista político

Postado por Marco Eusébio , 23 Junho 2017 às 09:00 - em: Principal

 
"Chico Heráclio (1885-1974), o poderoso dono do poder nas plagas de Limoeiro/PE, sabia como ninguém interpretar o ânimo dos eleitores. 
 
Dominava o voto de cabresto no agreste pernambucano e vizinhanças. Mas não conseguia encher as urnas na capital. 
 
Indagado sobre o motivo, a raposa política saiu-se com esta: "o eleitor do Recife é muito a favor do contra". 
 
Pois bem, a máxima do último dos coronéis, como era designado, serve para explicar a disposição do eleitorado brasileiro das grandes cidades, no ciclo eleitoral em curso, que deixa ver um cidadão 'muito a favor do voto contrário'. 
 
O rol de qualificações deste eleitor é extenso: indignado, revoltado, saturado, descrente, desesperançoso, cansado.
 
Esse deverá ser o perfil do eleitor em 2018."



Ilustração de Andrei Marani

Postado por Marco Eusébio , 30 Maio 2017 às 12:00 - em: Principal

 
"Nesses tempos de muito verbo de advogado, procurador e juiz, todos fazendo uma grande discussão sobre protagonistas e verbas, abro a coluna com a seguinte historinha.
 
Cosme de Farias foi um grande advogado dos pobres da Bahia. Enveredou também pela política. Foi vereador e deputado estadual por muito tempo. E usava um bom verbo com sua verve. Vejam a historinha.
 
Um ladrão entrou na igreja do Senhor do Bonfim e roubou as esmolas. Cosme de Farias foi para o júri:
 
– Senhores jurados, não houve crime. Houve foi um milagre. Senhor do Bonfim, que não precisa de dinheiro, é que ficou com pena da miséria dele, com mulher e filhos em casa com fome e lhe deu o dinheiro, dizendo assim:
 
– Meu filho, este dinheiro não é meu. Eu não preciso de dinheiro. Este dinheiro foi o povo que trouxe. É do povo com fome. Pode levar o dinheiro.
 
E ele levou. Que crime ele cometeu? Se houve um criminoso, o criminoso é o Senhor do Bonfim, que distribuiu o dinheiro da igreja. Então vão buscá-lo agora lá e o ponham aqui no banco dos réus. E ainda tem mais. Senhor do Bonfim é Deus, não é? Deus pode tudo. Se ele não quisesse que o acusado levasse o dinheiro, tinha impedido. Se não impediu, é porque deixou. Se deixou, não há crime.
 
Cosme de Farias ganhou no verbo. E o réu foi absolvido por ter surrupiado a verba da paróquia."



Ilustração de Andrei Marani

Postado por Marco Eusébio , 25 Maio 2017 às 10:53 - em: Papo de Arquibancada

Do Gaudêncio Torquato em Porandubas Políticas:
 
"Nesses tempos de muito verbo de advogado, procurador e juiz, todos fazendo uma grande discussão sobre protagonistas e verbas, abro a coluna com a seguinte historinha.
 
Cosme de Farias foi um grande advogado dos pobres da Bahia. Enveredou também pela política. Foi vereador e deputado estadual por muito tempo. E usava um bom verbo com sua verve. Vejam a historinha.
 
Um ladrão entrou na igreja do Senhor do Bonfim e roubou as esmolas. Cosme de Farias foi para o júri:
 
– Senhores jurados, não houve crime. Houve foi um milagre. Senhor do Bonfim, que não precisa de dinheiro, é que ficou com pena da miséria dele, com mulher e filhos em casa com fome e lhe deu o dinheiro, dizendo assim:
 
– Meu filho, este dinheiro não é meu. Eu não preciso de dinheiro. Este dinheiro foi o povo que trouxe. É do povo com fome. Pode levar o dinheiro.
 
E ele levou. Que crime ele cometeu? Se houve um criminoso, o criminoso é o Senhor do Bonfim, que distribuiu o dinheiro da igreja. Então vão buscá-lo agora lá e o ponham aqui no banco dos réus. E ainda tem mais. Senhor do Bonfim é Deus, não é? Deus pode tudo. Se ele não quisesse que o acusado levasse o dinheiro, tinha impedido. Se não impediu, é porque deixou. Se deixou, não há crime.
 
Cosme de Farias ganhou no verbo. E o réu foi absolvido por ter surrupiado a verba da paróquia."