Campo Grande, Segunda-Feira , 11 de Dezembro - 2017


Email: marcoeusebio@marcoeusebio.com.br

Posts com a tag: delacao

Lula e Muamar Kadafi, a quem o petista tratava como 'amigo' e 'irmão' nos tempos de poder

Postado por Marco Eusébio , 09 Dezembro 2017 às 09:00 - em: Principal

O ex-ditador da Líbia, Muamar Kadafi, enviou 1 milhão de dolares "secretamente" ao Brasil para financiar a campanha do ex-presidente Lula em 2002. É o que seu ex-ministro Antonio Palocci teria afirmado nas tratativas de um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, conforme reportagem da revista Veja que começou a circular neste fim de semana. Kadafi sempre manteve relação cordial com Lula, que se referia ao líbio como "amigo" ou "irmão". Durante seu governo, Lula se reuniu quatro vezes com o ditador. Diante de críticas à sua aproximação com Kadafi, Lula dizia que o Brasil não tinha preconceitos e que se tratava de uma diplomacia pragmática. Kadafi, que governou a Líbia com mão de ferro por mais de quatro décadas, foi capturado e morto em 20 de outubro de 2011, por rebeldes. 




Trecho da delação de Funaro à PGR e Joesley Batista com Michel Temer durante inauguração da Eldorado em Três Lagoas

Postado por Marco Eusébio , 19 Outubro 2017 às 13:30 - em: Principal

Michel Temer veio à inauguração da Eldorado celulose, em Três Lagoas (MS), em dezembro de 2012, como presidente em exercício, para prestigiar o evento da holdingJ&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista "em sinal de agradecimento" por propina recebida do grupo, disse em delação premiada o doleiro Lúcio Funaro, que também esteve presente ao evento (leia aqui "O doleiro e o teco-teco em Três Lagoas). Funaro contou à Procuradoria-Geral da República (PGR), em 24 de agosto deste ano, que, além de Temer, o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (todos do PMDB) levaram 3,2% de cerca de R$ 32 milhões obtidos por empréstimo pela Eldorado da Caixa Econômica Federal. Funaro disse ainda que a propina foi paga a ele por meio de emissão de notas fiscais frias e que, em seguida, teria repassado o dinheiro para Cunha, "que ficou responsável por distribuir o montante entre Henrique Alves e Michel Temer". (Com CampoGrandeNews)




Em nota, advogado se retrata dizendo que não sabia que vídeos de Funaro foram divulgados no site da Câmara

Postado por Marco Eusébio , 15 Outubro 2017 às 16:30 - em: Principal

Um dia depois de classificar como "criminoso vazamento" a divulgação dos vídeos da delação do doleiro Lúcio Funaro – que não foram vazados, pois estão publicados desde o dia 29 de setembro no site oficial da Câmara (veja aqui) – o advogado Eduardo Pizarro Carnelós, que representa Michel Temer, enviou nota à imprensa neste domingo dizendo que desconhecia que a Câmara havia divulgado os vídeos, conforme informou ontem a TV Globo, e frisando que jamais pretendeu imputar ao presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), "a prática de ilegalidade, muito menos crime". Carnelós, entretanto, reitera "que a divulgação daqueles vídeos pela imprensa causa prejuízos ao Presidente da República". "Não se pode admitir o uso da palavra do confesso criminoso para influenciar os membros da Câmara, que votarão na CCJC o muito bem fundamentado parecer do deputado Bonifácio de Andrada, cuja conclusão é pela rejeição à solicitação de autorização para processar o presidente Temer".
 
Leia a íntegra da nota enviada hoje ao Blog:
 
"NOTA DE ESCLARECIMENTO
 
Tendo em vista as especulações surgidas após a divulgação de minha nota ontem, esclareço que:
 
1. No dia 25 de setembro deste ano, requeremos ao Ministro Fachin acesso aos autos do inquérito 4327, bem  como a todos os anexos que o compõem, inclusive delação de Lúcio Funaro e os termos de declarações que a integram. S. Ex.ª deferiu nosso pedido, mas limitou o acesso à delação à parte dela que dissesse respeito ao Presidente da República.
 
2. Quando divulguei nota ontem, referindo-me a vazamento que qualifiquei como criminoso, eu desconhecia que os vídeos com os depoimentos de Funaro estavam disponíveis na página da Câmara dos Deputados. Aliás, considerando os termos da decisão do Ministro Fachin, eu não poderia supor que os vídeos tivessem sido tornados públicos. Somente fiquei sabendo disso por meio de matéria televisiva levada ao ar ontem.
 
3. Jamais pretendi imputar ao Presidente da Câmara dos Deputados a prática de ilegalidade, muito menos crime, e hoje constatei que o ofício encaminhado a S. Ex.ª pela Presidente do STF, com cópia da denúncia e dos anexos que a acompanham, indicou serem sigilosos apenas autos de um dos anexos, sem se referir aos depoimentos do delator, que também deveriam ser tratados como sigilosos, segundo o entendimento do Ministro Fachin, em consonância com o que tem decidido o Supremo Tribunal.
 
4. Reitero que a divulgação daqueles vídeos pela imprensa causa prejuízos ao Presidente da República. Não se pode admitir o uso da palavra do confesso criminoso para influenciar os membros da Câmara, que votarão na CCJC o muito bem fundamentado parecer do deputado Bonifácio de Andrada, cuja conclusão é pela rejeição à solicitação de autorização para processar o presidente Temer.
 
Eduardo Pizarro Carnelós"



Vídeos da delação do doleiro Lúcio Funaro não foram vazados: estão divulgados no site da Câmara dos Deputados

Postado por Marco Eusébio , 15 Outubro 2017 às 16:15 - em: Principal

Um dia depois de classificar como "criminoso vazamento" a divulgação dos vídeos da delação do doleiro Lúcio Funaro – que não foram vazados, pois estão publicados desde o dia 29 de setembro no site oficial da Câmara (veja aqui) – o advogado Eduardo Pizarro Carnelós, que representa Michel Temer, enviou nota à imprensa neste domingo dizendo que desconhecia que a Câmara havia divulgado os vídeos, conforme informou ontem a TV Globo, e frisando que jamais pretendeu imputar ao presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), "a prática de ilegalidade, muito menos crime". Carnelós, entretanto, reitera "que a divulgação daqueles vídeos pela imprensa causa prejuízos ao Presidente da República". "Não se pode admitir o uso da palavra do confesso criminoso para influenciar os membros da Câmara, que votarão na CCJC o muito bem fundamentado parecer do deputado Bonifácio de Andrada, cuja conclusão é pela rejeição à solicitação de autorização para processar o presidente Temer".
 
Leia a íntegra da nota enviada hoje ao Blog:
 
"NOTA DE ESCLARECIMENTO
 
Tendo em vista as especulações surgidas após a divulgação de minha nota ontem, esclareço que:
 
1. No dia 25 de setembro deste ano, requeremos ao Ministro Fachin acesso aos autos do inquérito 4327, bem  como a todos os anexos que o compõem, inclusive delação de Lúcio Funaro e os termos de declarações que a integram. S. Ex.ª deferiu nosso pedido, mas limitou o acesso à delação à parte dela que dissesse respeito ao Presidente da República.
 
2. Quando divulguei nota ontem, referindo-me a vazamento que qualifiquei como criminoso, eu desconhecia que os vídeos com os depoimentos de Funaro estavam disponíveis na página da Câmara dos Deputados. Aliás, considerando os termos da decisão do Ministro Fachin, eu não poderia supor que os vídeos tivessem sido tornados públicos. Somente fiquei sabendo disso por meio de matéria televisiva levada ao ar ontem.
 
3. Jamais pretendi imputar ao Presidente da Câmara dos Deputados a prática de ilegalidade, muito menos crime, e hoje constatei que o ofício encaminhado a S. Ex.ª pela Presidente do STF, com cópia da denúncia e dos anexos que a acompanham, indicou serem sigilosos apenas autos de um dos anexos, sem se referir aos depoimentos do delator, que também deveriam ser tratados como sigilosos, segundo o entendimento do Ministro Fachin, em consonância com o que tem decidido o Supremo Tribunal.
 
4. Reitero que a divulgação daqueles vídeos pela imprensa causa prejuízos ao Presidente da República. Não se pode admitir o uso da palavra do confesso criminoso para influenciar os membros da Câmara, que votarão na CCJC o muito bem fundamentado parecer do deputado Bonifácio de Andrada, cuja conclusão é pela rejeição à solicitação de autorização para processar o presidente Temer.
 
Eduardo Pizarro Carnelós"



Entrevista de Eduardo Cunha à Época repercute no Twitter após postagem do editor-chefe da revista Diego Escosteguy

Postado por Marco Eusébio , 30 Setembro 2017 às 11:45 - em: Principal

Na primeira entrevista desde que foi preso há quase um ano, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) diz à revista Época que está negociando delação com a Procuradoria Geral da República sob comando de Rachel Dodge e afirma que não aceitou fechar acordo com Rodrigo Janot, porque o ex-chefe da PGR queria derrubar Michel Temer. E acusa o doleiro Lúcio Funaro de mentir para conseguir benefícios da delação: “Se eu conseguisse derrubar o Michel, Janot aceitava. Não topei mentir, confirmar o Joesley. O Lúcio topou". 
 



Lula e Palocci nos tempos de companheirismo petista, hoje de lados opostos divididos pela Lava Jato

Postado por Marco Eusébio , 15 Setembro 2017 às 17:30 - em: Principal

Em trecho da delação premiada de Antonio Palocci ainda não homologada, antecipado pela revista Veja, o ex-ministro revela que entregou dinheiro vivo ao ex-presidente Lula em pelo menos cinco encontros. Anunciando manchete da edição que vai às bancas neste fim de semana, o site da revista diz que o pagamento era feito pessoalmente por Palocci em pequenos pacotes de R$ 30 mil, R$ 40 mil e R$ 50 mil, frutos de propina da Odebrecht que eram gastos por Lula em despesas pessoais e com a família. O ex-ministro relatou, conforme a Veja, que quantias superiores eram repassadas a Lula por meio do sociólogo Branislav Kontic, então responsável pelo transporte e entrega da propina no Instituto Lula, em São Paulo. Na delação, Palocci diz Lula desviava dinheiro doado ao instituto, que mantinha uma contabilidade paralela para acobertar os desvios. A conta ilícita, relata o ex-ministro, era administrada pelo presidente da organização, Paulo Okamotto, que sempre negou qualquer irregularidade durante o seu comando à frente da entidade.




Azambuja fala com a imprensa durante ato de entregas de medalhas da Polícia Militar de MS pelos 182 anos da corporação

Postado por Marco Eusébio , 05 Setembro 2017 às 14:15 - em: Principal

Ao comentar a decisão de Rodrigo Janot de revisar a delação da JBS por indícios de omissão de informações e ameaçar retirar benefícios concedidos aos irmãos Joesley e Wesley Batista no acordo com a PGR, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) declarou hoje que isso "mostra aquilo que nós sempre falamos, que a verdade prevalece à mentira". A afirmação foi feita à imprensa, ao participar da entrega de medalhas da PM pelos 182 anos da corporação, quando foi instado a falar sobre o assunto, por ter sido citado pelos irmãos Batista que acusaram governantes estaduais, desde a época de Zeca do PT, de cobrar propina para conceder incentivos fiscais aos frigoríficos do grupo em MS. O governador voltou a dizer que a delação tem sido usada por pessoas para se livrar da punição por crimes cometidos, e que se deve dar direito à defesa ao contraditório, antes de se condenar qualque pessoa.




Ao receber medalha de Silval em 2013, Gilmar afirmou que o agora delator era seu 'amigo de muitos anos'

Postado por Marco Eusébio , 04 Setembro 2017 às 16:00 - em: Principal

Embora sem ser citado na delação do ex-governador do vizinho Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), o nome do ministro Gilmar Mendes, do Supremo, passou a ser um dos mais mencionados nos bastidores da política de Cuiabá. "Poucos se sentem à vontade para falar abertamente sobre ele. Mas autoridades do meio político, do Ministério Público e do Judiciário passaram os últimos dias listando episódios questionáveis do governo Silval que se aproximam do magistrado", diz o repórter Ricardo Mendonça no site Valor. Leia aqui.




Ex-governador Silval entregou vídeos na delação que comprovariam antigo esquema de propina na política de Mato Grosso

Postado por Marco Eusébio , 25 Agosto 2017 às 11:00 - em: Principal

A delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), classificada como "monstruosa" pelo ministro Luiz Fux, do Supremo, ao homologar o acordo neste mês, faz estragos na política do vizinho Mato Grosso e são manchetes desta sexta nos diários cuiabanos. Vídeos entregues por Silval à Justiça mostram cerca de dez deputados, entre eles o atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (ambos do PMDB), recebendo maços de dinheiro do "mensalinho" que o ex-governador disse que pagava para ter apoio na Assembleia. Os pagamentos também eram feitos a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) num esquema que durava havia 20 anos, desde a época do ex-governador e atual ministro da Agricultura Blairo Maggi, de quem era vice, delatou Silval. O atual governador Pedro Taques (PSDB) também é alvo da delação, assim como parlamentares federais do estado. Os pagamentos, conforme a imprensa cuiabana, seriam confirmados pelo ex-presidente da Assembleia, José Geraldo Riva, que também negocia acordo de delação com a PGR.




Silval Martins e Blairo Maggi na época em que eram, respectivamente, vice e governador do vizinho Mato Grosso

Postado por Marco Eusébio , 12 Agosto 2017 às 09:00 - em: Principal

A delação do ex-governador de Mato Grosso já começa a abalar a política regional três dias depois de homologada pelo ministro Luiz Fux do Supremo focando quem tem foro privilegiado federal. Silval Pereira (PMDB) acusou o ministro Blairo Maggi (Agricultura), de quem foi vice quando este era governador do MT, de participar de esquema de corrupção no estado vizinho. Silval revelou que ele e Blairo teriam pago R$ 6 milhões, metade cada um, ao ex-secretário de Fazenda estadual, Éder Moraes, para que este mudasse depoimento em que havia revelado ao MP que os dois ex-governadores sabiam do esquema de compra de vagas no Tribunal de Contas estadual (TCE-MT), o que gerou o arquivamento do caso em 2016 pelo ministro Dias Tóffoli, do STF. Em nota, Blairo negou as acusações. (Com TV Globo)