Campo Grande, Segunda-Feira , 11 de Dezembro - 2017


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Posts com a tag: delacao-premiada

Roberto Stern, o irmão Ronaldo e dois diretores da joalheria são tratados como professores pelos jovens

Postado por Marco Eusébio , 30 Outubro 2017 às 14:15 - em: Principal

O presidente da H.Stern, Roberto Stern, o vice Ronaldo, seu irmão Ronaldo, e dois diretores, Maria Luiza Trotta e Oscar Goldemberg, estão dando aula de "apresentação e comportamento" para jovens de 16 a 20 anos de comunidades carentes do Rio de Janeiro desde junho. Além de multa, a ação faz parte de acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), depois que a empresa fundada em 1945 por Hans Sternt, pai de Roberto, foi envolvida no escândalo de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) com lavagem de dinheiro pela compra de joias. 
 
Os alunos não sabem que seus "professores" são herdeiros da famosa joalheria que tem mais de 120 lojas no mundo, inclusive em Paris, Nova Iorque e Moscou. "A gente é visto como professor. É o professor Ronaldo, professor Roberto. Até nos chamam de tio. Eles não sabem por que estamos fazendo isso. Cria-se um clima de respeito para que as aulas funcionem mesmo" disse ao jornal O Globo Roberto Stern, na primeira entrevista desde o escândalo. "Já perguntaram se eu já tinha viajado para fora do país, se eu falava inglês. Eles não têm noção de quem somos", confirmou seu irmão Ronaldo.
 



Janot afirmou que revisão do acordo pode implicar em perda total dos benefícios concedidos a Joesley e Wesley Batista

Postado por Marco Eusébio , 04 Setembro 2017 às 18:45 - em: Principal

Rodrigo Janot anunciou hoje que mandou investigar indícios de omissão de informações na delação de três executivos da J&F, controladora da JBS, e disse que benefícios concedidos aos irmãos Joesley e Wesley Batista no acordo podem ser cancelados, sem anular as provas já produzidas em investigações. O procurador-geral da República disse que MP obteve áudio com conteúdo "gravíssimo", em que Joesley conversa com Ricardo Saud, diretor da J&F, também delator, com referências à "agentes da Procuradoria Geral da República" e do "Supremo". 
 
Um desses agentes seria o ex-procurador Marcelo Müller, que deixou a PGR para advogar em escritório que negociou acordo da JBS. A conversa dá a entender que ele estaria auxiliando na confecção de propostas de colaboração para serem fechadas com a PGR, conduta que, em tese, configuraria crime e ato de improbidade administrativa. "Ao longo de três anos, Marcelo foi auxiliar do procurador-geral, procurado por suas qualidades técnicas. Se descumpriu a lei no exercício das funções, deverá pagar por isso", frisou Janot.



Delcídio disse que está com dengue hemorrágica, que tem problema de bronquite e deu receita para enfrentar a seca

Postado por Marco Eusébio , 24 Agosto 2017 às 18:30 - em: Principal

Delcídio do Amaral tomou um "puxão de orelhas" do juiz Ricardo Soares Leite hoje, na 10ª Vara Federal de Brasília, por atraso e falta de correção monetária no pagamento de R$ 1,5 milhão acertados no acordo de delação feito em janeiro com Rodrigo Janot e chancelado em março pelo Supremo. O jornal O Globo acompanhou a audiência, feita de dois em dois meses para acompanhar o acordo, e divulgou que o clima foi "amistoso, bem humorado" e sem sanção, por ora, ao delator. 
 
"O cronograma está bem atrasado", disse o juiz. "O acordo diz que o primeiro pagamento pode ser feito num prazo de seis meses. Vai haver pagamento até 30 de setembro. E a atualização do cálculo diz respeito a uma diferença de R$ 9 mil, isso vai ser ajustado", respondeu o sul-mato-grossense.
 
DENGUE, SECA, TEMER E JBS
 
O senador cassado contou que está com dengue hemorrágica há 20 dias. É a segunda vez. Quando era senador, ficou internado em Campo Grande em 2010 por causa da doença (leia aqui). Ao ouvir do juiz que está mais magro, respondeu: "Dei uma desaguachada. O pantaneiro diz que, quando emagrece, dá uma desaguachada". Afirmou que passa os dias entre a fazenda em MS e na Capital do estado.
 
Ao falar sobre o tempo seco de Brasília onde não chove há três meses, Delcídio deu uma receita ao juiz: "Conheço bem isso, tenho problema de bronquite. Já tive uma porção de coisa na vida. Minha mãe diz que eu sou a 'Santa Casa'. O problema do Aerolin (uma medicação em spray) é o uso contínuo. O corticóide faz inchar. Tem outro muito mais ameno. Meu advogado vai passar o nome para a secretária do senhor".
 
Depois, indagado pelo jornal O Globo, Delcídio comentou o noticiário político e criticou o decreto do presidente Michel Temer que extingue uma reserva de 47 mil km² na Amazônia, entre o Pará e o Amapá, para permitir exploração de minério na região. "Agora não tem mais nada, não tem mais índio, não tem mais reserva, não tem mais nada. Na hora que a mineradora entrar ali não sobra nem... Eu conheço essa reserva do Amapá", afirmou. Sobre a delação da JBS, opinou: "Esse processo da Friboi ainda var dar muito problema."



Delcídio e a delação que diz: se MPF ou Justiça quebrar o acordo, colaborador mantém benefícios das provas produzidas

Postado por Marco Eusébio , 08 Julho 2017 às 19:30 - em: Principal

Sobre possível risco de anulação da delação de Delcídio do Amaral com a troca de comando na PRG divulgada pelo blog Radar da Veja citada aqui hoje, fonte jurídica deste Blog explica: caso isso ocorra, não prejudicará o ex-senador. O acordo só pode ser anulado em dois casos: quebra de contrato por parte do colaborador ou da Procuradoria. Na hipótese ventilada, se houver quebra de acordo seria por parte PGR, por conta de, supostamente, o ex-procurador Marcelo Miller – que deixou a PGR e passou a advogar sem cumprir quarentena – ter "orientado" colaboradores a fazer as gravações: Bernardo Cerveró, Sérgio Machado e os executivos da JBS. O próprio Rodrigo Janot disse ontem, em entrevista ao Roberto D'ávila, que, se um procurador orientar um colaborador a fazer uma gravação, a colaboração se torna nula. No caso de Delcídio, se for anulada por quebra de acordo do outro lado, o ex-senador manterá a integridade dos benefícios da delação sem o ônus das imputações.




Palocci diz que seu companheiro Mantega vendia informações aos bancos e tem 'capítulo' sobre a Globo, diz a imprensa

Postado por Marco Eusébio , 08 Julho 2017 às 16:00 - em: Principal

Em fase de conclusão, a delação de Antonio Palocci movimenta o noticiário neste fim de semana. O jornalista Maurício Lima, no blog Radar da Veja, revela que a delação de Palocci "tem um anexo que entra e sai da versão final – sobre questões fiscais da Rede Globo".
 
A manchete de hoje da Folha de S.Paulo diz que o ex-ministro da Fazenda dos governos petistas afirma que seu sucessor, Guido Mantega, vendia informações privilegiadas aos banqueiros em troca de apoio para o PT. 
 
A defesa de Mantega rebateu, dizendo que no ministério ele desagradou aos bancos. E contra-atacou: "Qualquer caixa de agência bancária do país sabe que quem representava os interesses do mercado financeiro era o próprio Palocci", disse à Folha o advogado Fábio Tofic Simantob.



Delação de Delcídio homologada no ano passado, implica Temer, Lula, Dilma, Renan Calheiros e Aécio Neves

Postado por Marco Eusébio , 08 Julho 2017 às 14:45 - em: Principal

A chegada de Raquel Dodge ao comando da Procuradoria-Geral da República em setembro, indicada por Michel Temer para substituir Rodrigo Janot, ameaça complicar a situação do ex-senador Delcídio (MS): "Um dado é certo. Com o novo comando na PGR, a delação de Delcídio Amaral corre sério risco de anulação. A delação de Delcídio, homologada no ano passado, implica Michel Temer, Lula, Dilma, Renan Calheiros e Aécio Neves", diz o repórter Maurício Lima no blog Radar da Veja.




Cunha mandou dizer ao sucessor Rodrigo Maia que ele 'também será lembrado' na delação premiada, diz a Veja

Postado por Marco Eusébio , 08 Julho 2017 às 11:00 - em: Principal

Além de agravar ainda mais a situação de Michel Temer e ampliar as chances de a Câmara autorizar o Supremo a abrir processo contra ele, solicitado por Rodrigo Janot, a delação premiada de Eduardo Cunha também deve atingir o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, principal cotado a assumir a Presidência da República caso o peemedebista seja afastado do cargo. A revista Veja que chega às bancas neste sábado diz que pessoas ligadas a Cunha informaram que, da prisão em Curitiba, o ex-deputado mandou um recado para Maia: "Avisa que ele também será lembrado". Conforme a revista, Maia é citado na delação como intermediário de interesses empresariais na máquina pública e destinatário de recursos de origem ilícita. "Rodrigo Maia entrou para o caderno de inimigos de Eduardo Cunha durante o processo que resultou na cassação do peedemebista – ele considerou que o colega nada fez para ajudá-lo", diz a Veja.




Advogados de Eduardo Cunha avisaram Procuradoria-Geral da República que o ex-deputado fará delação

Postado por Marco Eusébio , 01 Julho 2017 às 20:00 - em: Principal

Por Gabriel Mascarenhas no blog Radar da Veja:
 
"A defesa de Eduardo Cunha avisou à PGR que ele, enfim, vai delatar. Os advogados saíram da reunião com os procuradores dizendo que agora começarão a colher as informações que o ex-deputado tem para entregar."



Marcelo Odebrecht, que está preso desde 19 de junho de 2015

Postado por Marco Eusébio , 03 Junho 2017 às 15:00 - em: Principal

Marcelo Odebrecht, que no dia 15 deste mês completa dois anos de cárcere em Curitiba, não se conforma com o acordo feito pela JBS com os procuradores da Lava Jato. No blog Radar da Veja, o jornalista Gabriel Mascarenhas diz que o herdeiro da Odebrecht "ficou revoltado ao saber que Joesley Batista não passará um dia na cadeia e ainda poderá curtir a vida no exterior".




Azambuja chegou a chorar na coletiva e afirmou ir 'até o fim' para provar que delação contra ele 'é mentira'

Postado por Marco Eusébio , 22 Maio 2017 às 18:30 - em: Principal

Ao declarar hoje em coletiva à imprensa que vai "até o fim" para provar que as acusações dos delatores da JBS contra ele são mentira, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) terá de correr contra o tempo. Nas eleições do ano que vem ele deve disputar a reeleição e seus adversários políticos, de olho no governo, já estão usando a delação contra ele.
 
Diante de especulações, a coletiva foi convocada para falar sobre a delação premiada de Wesley Batista, da JBS, que acusou ele e os ex-governadores Zeca do PT, André Puccinelli (PMDB) de cobrarem quantias milionárias "por fora" para conceder isenções fiscais aos frigoríficos do grupo em Mato Grosso do Sul. Conforme a denúncia, o tucano teria levado R$ 45.631.696,03. 
 
Azambuja lembrou que foi considerado o candidato ao governo mais rico do País, por seu patrimônio de R$ 38,7 milhões em bens declarados à Justiça Eleitoral em 2014. Disse que já foi acusado de enriquecimento ilícito e as denúncias acabaram arquivadas. E chorou ao dizer: "Tudo que eu tenho foi constituído pela minha família, meu avô, meu pai e pela família da minha esposa. Meu patrimônio é resultado do trabalho de pessoas honestas. Não foi tirando nada de ninguém".
 
Reinaldo admitiu encontros com diretores da JBS, inclusive Joesley Batista, como governador, para tratar sobre "investimentos no estado", e, como pecuarista, disse que vendeu gado ao frigorífico em transações legais comprovadas por meio de notas fiscais e GTAs (guias de trânsito animal) a serem apresentadas à Justiça. Frisou que, como governador, reduziu incentivos fiscais concedidos à JBS quase quadruplicando a carga de ICMS paga pelo grupo no estado de R$ 40 milhões em 2014 para mais de R$ 140 milhões neste ano. "Pode ter sido retaliação porque nós não renovamos muitos termos de acordo, não sei o que foi. Acho que foi porque eles tinham que entregar alguém", afirmou.