Campo Grande, Terça-Feira , 16 de Janeiro - 2018


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Um dia depois de apresentar relatório, Marun desistiu de indicar Janot e pediu investigação ao Ministério Público Federal

Postado por Marco Eusébio , 13 Dezembro 2017 às 12:00 - em: Principal

A repercussão negativa ao relatório que apresentou à CPI da JBS ontem levou o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) a desistir hoje de propor o indiciamento de Rodrigo Janot e do ex-chefe de gabinete do ex-procurador da República, Eduardo Pelella. Marun, que amanhã toma posse como ministro-chefe da Secretaria de Governo, disse hoje na reunião da CPI, que mudou de ideia depois de ouvir o deputado Fernando Francischini (SD-PR) e das declarações "não arrogantes" da atual titular da PGR, Raquel Dodge.Conforme O Globo, Francischini, que é delegado da Polícia Federal, teria explicado a Marun que para imputar crime a uma pessoa são necessários elementos mínimos sobre as faltas cometidas e indicados de autoria, que inexistem. Ontem, a Associação Nacional dos Procuradores da República repudiou o relatório (leia aqui). "Transformo o indiciamento do senhor Pelella e senhor Janot em pedido de investigação ao Ministério Público Federal", disse Marun hoje na reunião da comissão.




Em nota, ANPR diz que a CPMI mudou foco para retaliar os investigadores com intenção política de defender o governo

Postado por Marco Eusébio , 13 Dezembro 2017 às 10:15 - em: Principal

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) divulgou nota de repúdio à proposta do deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) de pedir, na CPI da JBS, o indiciamento de Rodrigo Janot e Eduardo Pelella. Conforme a nota, o documento apresentado "pelo deputado Carlos Marun não apresenta qualquer elemento probatório que aponte irregularidade no comportamento de Rodrigo Janot e de Eduardo Pelella", assinada pelo procurador regional da República, José Robalinho Cavalcanti, presidente da ANPR, e divulgada ontem. "A CPMI encerra os seus trabalhos comprovando, infelizmente, a parcialidade com que se firmou desde o início. Não ouviu nenhum dos políticos que foram indicados como participantes do esquema da JBS. Mudou o foco completamente para investigar e retaliar apenas os investigadores, mostrando que tinha a intenção meramente política de defesa do governo". Leia aqui a íntegra no site da associação.




Carlos Marun durante reunião da CPI da JBS hoje ao apresentar seu relatório em que pede o indiciamento de Rodrigo Janot

Postado por Marco Eusébio , 12 Dezembro 2017 às 12:15 - em: Principal

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS), relator da CPI da JBS, entregou hoje aos deputados e senadores da comissão seu parecer final e anunciou que pediu o indiciamento do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e de seu ex-chefe de gabinete, o procurador Eduardo Pelella, por supostos crimes de abuso de autoridade, prevaricação e incitação "à subversão da ordem política ou social", previsto na Lei de Segurança Nacional. Para Marun, a cúpula da PGR, ao firmar o acordo de delação com executivos da JBS, visava depor o presidente Michel Temer e interferir na sucessão de Janot na PGR. "Em relação ao senhor Janot, houve muitas flechas lançadas ao ar com o objetivo derrubar o presidente", disse.
 
Marun também pede a anulação de provas, que ele considera ilegais, fornecidas por Joesley Batista, incluindo as conversas gravadas por ele com Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). "São provas ilícitas obtidas sem autorização do Supremo Tribunal Federal", explicou. Para o relator, só podem serem consideradas provas lícitas as obtidas a partir de 10 de abril, quando o STF autorizou as chamadas operações controladas.
 
O relatório também pede o indiciamento o ex-procurador Marcello Miller, os irmãos Joesley e Wesley Batista, além do executivo do grupo J&F Ricardo Saud. O texto precisa ser aprovado na CPI para ser enviado ao Ministério Público Federal (MPF), que deve se pronunciar sobre as recomendações. Caso não aprove o parecer, a comissão deve apresentar um relatório paralelo. (Com Agência Câmara)



Embora o cargo de ministro chefe da Secretaria de Governo esteja vago desde sexta, Marun vai esperar até quinta

Postado por Marco Eusébio , 11 Dezembro 2017 às 17:15 - em: Principal

Como Michel Temer tem empossado ministros tão logo a vaga seja aberta em seu governo, o fato de ter marcado para quinta-feira às 17h (DF) a posse de Carlos Marun na Secretaria de Governo, sem titular desde a saída de Antonio Imbassahy na sexta, deixou muita gente curiosa. A data escolhida não foi por acaso: Marun é relator da CPI da JBS, e o presidente quer que ele continue deputado até a manhã de quinta, quando seu relatório deve ser votado na Casa.




Marun: 'Ele não fará falta. Já vai tarde'. Randolfe: 'Essa CPI é um espetáculo circense com um roteiro pronto'

Postado por Marco Eusébio , 02 Novembro 2017 às 14:30 - em: Principal

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) renunciou ao seu cargo na CPI da JBS na terça-feira depois que a comissão decidiu convocar Eduardo Pelella, ex-chefe de gabinete de Rodrigo Janot, para depor. Randolfe saiu batendo: 
 
– "A CPI é uma farsa montada para desqualificar os procuradores da República e destruir a Lava-Jato e as demais investigações no país. Não encontro alternativa para atuar nessa CPI. É um espetáculo circense com um roteiro pronto", disse o senador.
 
 
– "Ele não fará falta. Era um integrante pouquíssimo atuante, que tentava, em aparições eventuais, fazer da comissão um picadeiro para os seus shows de quinta categoria. Sem dúvidas, o senador já vai tarde."



Randolfe dispara: 'bate-pau do presidente Temer'. Marun rebate: 'vira-lata, senadorzinho de quinta'

Postado por Marco Eusébio , 18 Outubro 2017 às 11:30 - em: Principal

Um bate-boca travado pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que preside a CPI da JBS no Congresso, e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), marcou a sessão da comissão ontem. Randolfe disse que o deputado Paulo Pimente (PT-SP) e Marun estavam "muito próximos". O sul-mato-grossense rebateu: 
 
– "O senhor não me cite, porque o senhor já tem tido muita asneira a meu respeito. E já está passando dos limites..."
 
Randolfe questionou:
 
– "Isso é uma ameaça, deputado?"
 
Marun respondeu que não estava ameaçando:
 
– "Eu só estou lhe dizendo que eu estou lhe ouvindo com todo respeito, não me dirigi a vossa excelência, e o senhor me respeite!"
 
O senador treplicou e ambos começaram a gritar ao mesmo tempo. No meio do bate-boca, Marun chamou Randolfe de "vira-lata" e "senadorzinho de quinta categoria"; e o senador disse que o deputado é "lambe bota" e "bate-pau do presidente Temer".
 
A sessão acabou suspensa para que os senadores votassem a situação de Aécio Neves que, por 44 votos contra 26, ganhou o direito de retomar o mandato no Senado.
 
Veja o vídeo:




Com contas bloqueadas pela Justiça, JBS suspende abates em sete frigoríficos de MS por tempo indeterminado

Postado por Marco Eusébio , 18 Outubro 2017 às 09:00 - em: Principal

A JBS suspende a partir de hoje, por tempo indeterminado, abates em sete frigoríficos em Mato Grosso do Sul, dois deles em Campo Grande. A empresa alega "insegurança jurídica" devido ao bloqueio de cerca de R$ 730 milhões de suas contas pela Justiça a pedido da CPI que apura irregularidades em incentivos fiscais concedidos ao grupo pelo governo estadual. Temendo demissões, trabalhadores lotaram a Assembleia Legislativa ontem e pediram desbloqueio das contas, para garantir pagamento de salários. O presidente da CPI, deputado Paulo Corrêa (PR), diz que o Estado não pode abrir mão da garantia dos bloqueios.




Somando outros termos de acordo com a JBS investigados pela CPI da Assembleia, ressarcimento pode ultrapassar R$ 1 bilhão

Postado por Marco Eusébio , 06 Outubro 2017 às 09:00 - em: Principal

O juiz Alexandre Antunes da Silva, de Campo Grande, expediu liminar bloqueando R$ 115,9 milhões da JBS – em dinheiro ou outros bens – a pedido da CPI da Assembleia que investiga irregularidades em acordos de benefícios fiscais concedidos ao grupo. A medida visa reaver prejuízos aos cofres públicos, por descumprimento pela JBS do termo de acordo de regime especial (Tare) nº 1103/2016 firmado com o governo Azambuja, com pelo menos R$ 99 milhões de incentivos. "Em vez de comprar materiais novos, ela (JBS) fez nota dela para ela mesma. Eles transferiram do Marabá, no Pará, para o nosso Estado. Mas, para isso, precisavam de seis carretas para transportar o material. Esse transporte teria de passar por postos fiscais, mas não tem nenhum carimbo. Isso prova que há alguma coisa errada”, explicou em agosto o presidente da CPI, deputado Paulo Correa (PR). Somando outros Tares em análise pela CPI o valor de ressarcimento pode ultrapassar R$ 1 bilhão. (Com Correio do Estado)




Rodrigo Janot em entrevista ao Correio Braziliense: 'Não criminalizei a política. Criminalizei os bandidos'

Postado por Marco Eusébio , 20 Setembro 2017 às 17:00 - em: Principal

A delação do ex-senador Delcídio do Amaral foi um "divisor de águas" para a Lava Jato: "Ele gravou, os fatos eram gravíssimos, e era um senador, líder do governo", afirmou Rodrigo Janot em sua primeira entrevista depois de deixar o cargo de procurador-geral da República, concedida ao jornal Correio Braziliense, no quarto andar da sede da PGR em Brasília, onde funcionários trabalham para adaptar um amplo gabinete ao novo ocupante. "Um arco e flecha pendurado à parede divide o espaço com uma escultura de tuiuiu e com uma coleção de canetas — uma delas, em destaque, foi usada para assinar a delação premiada de executivos da Odebrecht" diz o jornal.
 
Rodrigo Janot parece alheio ao bombardeio que vem recebendo há meses. Até a transmissão de cargo à sucessora, Raquel Dodge, foi controversa: Janot não compareceu à cerimônia de posse. Na entrevista, o procurador federal explica a ausência: "Quem vai em festa sem convite é penetra".
 
Além da prisão de Delcídio, o ex-chefe do MP relata os bastidores de momentos importantes que marcaram a Lava-Jato: a morte do ministro Teori Zavascki, a “escolha de Sofia” na imunidade concedida ao empresário Joesley Batista em troca de provas contra Temer e as suspeitas envolvendo integrantes do próprio Ministério Público.
 
Janot deixou o cargo, mas não se afastou da turbulência. Pelo contrário. Ele sabe que, agora, começam de verdade os ataques, principalmente na CPI da JBS, comandada por aliados de Temer. "Vão tentar usar todo mundo e tudo contra mim… Tudo é possível, vão tentar desconstituir a figura do investigador", diz. "Não criminalizei a política. Criminalizei os bandidos", acrescenta.
 



Para Carlos Marun, o procurador-geral da República Rodrigo Janot ´é um vilão do crescimento do Brasil'

Postado por Marco Eusébio , 17 Setembro 2017 às 12:15 - em: Principal

Escolhido como relator da CPI da JBS e chamado pelo jornal de "líder da tropa de choque de Temer", o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), em entrevista divulgada neste domingo no O Globo, disse que a saída do senador Otto Alencar (PSDB-BA) da comissão por não concordar com sua indicação para a relatoria na última semana, é uma "saída pirotécnica e fruto de medo". "Esses que estão saindo… o que eu vejo? Estão saindo por medo". Questionado sobre que "medo" seria esse, Marun justificou: 
 
– "Nós vamos investigar quem sempre nos investigou. Vamos interrogar quem sempre nos interrogou. Esse é um paradigma que será quebrado. Medo desse embate que nós vamos ter. De dali a pouco ter que se posicionar em relação a um procurador. E também, em alguns, pode acontecer a vontade de que a JBS não seja investigada".
 
O deputado de MS negou na entrevista que um dos alvos da investigação seja Rodrigo Janot, que termina neste domingo seu mandato como procurador-geral da República. Para Marun, Janot é um "vilão do crescimento do Brasil". "Não é que ele seja um bandido, mas um vilão do crescimento do Brasil, acho que ele é. O doutor Janot é hoje a pessoa que mais atrapalha o Brasil. Vilão do PMDB, não. O PMDB tem gente que tem contas a acertar. Que acertem".
 
Marun afirmou ainda que, apesar da pressão de alguns parlamentares, não renunciará ao cargo de relator. "Não renuncio de jeito nenhum. Esta CPI é uma CPI para corajosos. Eu tenho meus defeitos, mas não sou uma pessoa desleal", declarou. 
 
Leia aqui a íntegra da entrevista ao jornal O Globo.