Campo Grande, Sábado , 18 de Novembro - 2017


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Marun: 'Ele não fará falta. Já vai tarde'. Randolfe: 'Essa CPI é um espetáculo circense com um roteiro pronto'

Postado por Marco Eusébio , 02 Novembro 2017 às 14:30 - em: Principal

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) renunciou ao seu cargo na CPI da JBS na terça-feira depois que a comissão decidiu convocar Eduardo Pelella, ex-chefe de gabinete de Rodrigo Janot, para depor. Randolfe saiu batendo: 
 
– "A CPI é uma farsa montada para desqualificar os procuradores da República e destruir a Lava-Jato e as demais investigações no país. Não encontro alternativa para atuar nessa CPI. É um espetáculo circense com um roteiro pronto", disse o senador.
 
 
– "Ele não fará falta. Era um integrante pouquíssimo atuante, que tentava, em aparições eventuais, fazer da comissão um picadeiro para os seus shows de quinta categoria. Sem dúvidas, o senador já vai tarde."



Randolfe dispara: 'bate-pau do presidente Temer'. Marun rebate: 'vira-lata, senadorzinho de quinta'

Postado por Marco Eusébio , 18 Outubro 2017 às 11:30 - em: Principal

Um bate-boca travado pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que preside a CPI da JBS no Congresso, e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), marcou a sessão da comissão ontem. Randolfe disse que o deputado Paulo Pimente (PT-SP) e Marun estavam "muito próximos". O sul-mato-grossense rebateu: 
 
– "O senhor não me cite, porque o senhor já tem tido muita asneira a meu respeito. E já está passando dos limites..."
 
Randolfe questionou:
 
– "Isso é uma ameaça, deputado?"
 
Marun respondeu que não estava ameaçando:
 
– "Eu só estou lhe dizendo que eu estou lhe ouvindo com todo respeito, não me dirigi a vossa excelência, e o senhor me respeite!"
 
O senador treplicou e ambos começaram a gritar ao mesmo tempo. No meio do bate-boca, Marun chamou Randolfe de "vira-lata" e "senadorzinho de quinta categoria"; e o senador disse que o deputado é "lambe bota" e "bate-pau do presidente Temer".
 
A sessão acabou suspensa para que os senadores votassem a situação de Aécio Neves que, por 44 votos contra 26, ganhou o direito de retomar o mandato no Senado.
 
Veja o vídeo:




Com contas bloqueadas pela Justiça, JBS suspende abates em sete frigoríficos de MS por tempo indeterminado

Postado por Marco Eusébio , 18 Outubro 2017 às 09:00 - em: Principal

A JBS suspende a partir de hoje, por tempo indeterminado, abates em sete frigoríficos em Mato Grosso do Sul, dois deles em Campo Grande. A empresa alega "insegurança jurídica" devido ao bloqueio de cerca de R$ 730 milhões de suas contas pela Justiça a pedido da CPI que apura irregularidades em incentivos fiscais concedidos ao grupo pelo governo estadual. Temendo demissões, trabalhadores lotaram a Assembleia Legislativa ontem e pediram desbloqueio das contas, para garantir pagamento de salários. O presidente da CPI, deputado Paulo Corrêa (PR), diz que o Estado não pode abrir mão da garantia dos bloqueios.




Somando outros termos de acordo com a JBS investigados pela CPI da Assembleia, ressarcimento pode ultrapassar R$ 1 bilhão

Postado por Marco Eusébio , 06 Outubro 2017 às 09:00 - em: Principal

O juiz Alexandre Antunes da Silva, de Campo Grande, expediu liminar bloqueando R$ 115,9 milhões da JBS – em dinheiro ou outros bens – a pedido da CPI da Assembleia que investiga irregularidades em acordos de benefícios fiscais concedidos ao grupo. A medida visa reaver prejuízos aos cofres públicos, por descumprimento pela JBS do termo de acordo de regime especial (Tare) nº 1103/2016 firmado com o governo Azambuja, com pelo menos R$ 99 milhões de incentivos. "Em vez de comprar materiais novos, ela (JBS) fez nota dela para ela mesma. Eles transferiram do Marabá, no Pará, para o nosso Estado. Mas, para isso, precisavam de seis carretas para transportar o material. Esse transporte teria de passar por postos fiscais, mas não tem nenhum carimbo. Isso prova que há alguma coisa errada”, explicou em agosto o presidente da CPI, deputado Paulo Correa (PR). Somando outros Tares em análise pela CPI o valor de ressarcimento pode ultrapassar R$ 1 bilhão. (Com Correio do Estado)




Rodrigo Janot em entrevista ao Correio Braziliense: 'Não criminalizei a política. Criminalizei os bandidos'

Postado por Marco Eusébio , 20 Setembro 2017 às 17:00 - em: Principal

A delação do ex-senador Delcídio do Amaral foi um "divisor de águas" para a Lava Jato: "Ele gravou, os fatos eram gravíssimos, e era um senador, líder do governo", afirmou Rodrigo Janot em sua primeira entrevista depois de deixar o cargo de procurador-geral da República, concedida ao jornal Correio Braziliense, no quarto andar da sede da PGR em Brasília, onde funcionários trabalham para adaptar um amplo gabinete ao novo ocupante. "Um arco e flecha pendurado à parede divide o espaço com uma escultura de tuiuiu e com uma coleção de canetas — uma delas, em destaque, foi usada para assinar a delação premiada de executivos da Odebrecht" diz o jornal.
 
Rodrigo Janot parece alheio ao bombardeio que vem recebendo há meses. Até a transmissão de cargo à sucessora, Raquel Dodge, foi controversa: Janot não compareceu à cerimônia de posse. Na entrevista, o procurador federal explica a ausência: "Quem vai em festa sem convite é penetra".
 
Além da prisão de Delcídio, o ex-chefe do MP relata os bastidores de momentos importantes que marcaram a Lava-Jato: a morte do ministro Teori Zavascki, a “escolha de Sofia” na imunidade concedida ao empresário Joesley Batista em troca de provas contra Temer e as suspeitas envolvendo integrantes do próprio Ministério Público.
 
Janot deixou o cargo, mas não se afastou da turbulência. Pelo contrário. Ele sabe que, agora, começam de verdade os ataques, principalmente na CPI da JBS, comandada por aliados de Temer. "Vão tentar usar todo mundo e tudo contra mim… Tudo é possível, vão tentar desconstituir a figura do investigador", diz. "Não criminalizei a política. Criminalizei os bandidos", acrescenta.
 



Para Carlos Marun, o procurador-geral da República Rodrigo Janot ´é um vilão do crescimento do Brasil'

Postado por Marco Eusébio , 17 Setembro 2017 às 12:15 - em: Principal

Escolhido como relator da CPI da JBS e chamado pelo jornal de "líder da tropa de choque de Temer", o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), em entrevista divulgada neste domingo no O Globo, disse que a saída do senador Otto Alencar (PSDB-BA) da comissão por não concordar com sua indicação para a relatoria na última semana, é uma "saída pirotécnica e fruto de medo". "Esses que estão saindo… o que eu vejo? Estão saindo por medo". Questionado sobre que "medo" seria esse, Marun justificou: 
 
– "Nós vamos investigar quem sempre nos investigou. Vamos interrogar quem sempre nos interrogou. Esse é um paradigma que será quebrado. Medo desse embate que nós vamos ter. De dali a pouco ter que se posicionar em relação a um procurador. E também, em alguns, pode acontecer a vontade de que a JBS não seja investigada".
 
O deputado de MS negou na entrevista que um dos alvos da investigação seja Rodrigo Janot, que termina neste domingo seu mandato como procurador-geral da República. Para Marun, Janot é um "vilão do crescimento do Brasil". "Não é que ele seja um bandido, mas um vilão do crescimento do Brasil, acho que ele é. O doutor Janot é hoje a pessoa que mais atrapalha o Brasil. Vilão do PMDB, não. O PMDB tem gente que tem contas a acertar. Que acertem".
 
Marun afirmou ainda que, apesar da pressão de alguns parlamentares, não renunciará ao cargo de relator. "Não renuncio de jeito nenhum. Esta CPI é uma CPI para corajosos. Eu tenho meus defeitos, mas não sou uma pessoa desleal", declarou. 
 
Leia aqui a íntegra da entrevista ao jornal O Globo.



Após ver vídeo de Dagoberto no Blog, Marun contra-atacou via WhatsApp: '...Deputado de pouquíssimos votos'

Postado por Marco Eusébio , 13 Setembro 2017 às 13:45 - em: Principal

Lá de Brasília, o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) acaba de enviar mensagem via WhatsApp aqui ao Blog rebatendo o "direto de esquerda" disparado abaixo pelo deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT-MS) contra a CPI da JBS e criticando sua escolha como relator da comissão: "É estranho que venha de um deputado do MS a única declaração de um colega realmente ofensiva em relação a CPI e à minha relatoria. Deputado de pouquíssimos votos, Dagoberto erra em medir os outros pela régua das suas atitudes."

 

P.S. Também via WhatsApp de Brasília, Dagoberto pediu ao Blog a tréplica, que publicamos agora (16h MS):
 
"Marco, quero estar muito longe da régua do Marun. Hoje mesmo o aconselhei para que ele tivesse cuidados. Os irmãos Batista devem ser presos, mas a empresa monopolizou o comércio de carne no estado e seu fechamento repentino causaria desemprego e abalaria a nossa pecuária. Portanto, tem que ter muita responsabilidade com o país e também com o estado."



Dagoberto em vídeo no YouTube: 'Infelizmente o relator tem um lado e ele não é muito republicano'

Postado por Marco Eusébio , 13 Setembro 2017 às 13:00 - em: Principal

A criação da CPI da JBS no Congresso e a indicação do deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) como relator da comissão foram alvos de críticas do deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT-MS) em vídeo na internet. Para o pedetista, a comissão é "um circo" armado para "blindar" Michel Temer tendo um integrante da tropa-de-choque do presidente como relator. "Os parlamentares mais sérios já abandonaram esse verdadeiro circo. Infelizmente o relator tem um lado e ele não é muito republicano", emendou com um gancho de esquerda. Para Dagoberto, com "ingredientes para descambar em vingança política", a CPI poderá acabar afetando a economia de MS, onde a JBS emprega mais de seis mil pessoas. Veja o vídeo:




Senadores Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Otto Alencar (PSD-BA) deixaram a CPI da JBS alegando 'farsa' e 'parcialidade'

Postado por Marco Eusébio , 13 Setembro 2017 às 09:00 - em: Principal

Os senadores Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Otto Alencar (PSD-BA) deixaram a CPI da JBS após o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) ter sido escolhido ontem relator da comissão. Alencar alegou que a CPI virou uma "farsa" com "jogo combinado". Para Ferraço, a escolha de Marun, aliado de Michel Temer, deixa evidente que a CPI terá investigação "parcial". "Na medida que você coloca chefe de tropa de choque para fazer isso ou aquilo, fica evidente que essa será uma investigação parcial e eu não participo disse, por isso pedi o afastamento", disse Ferraço. Questionado pela Globo sobre as declarações de Ferraço, Marun respondeu: "O senador Ferraço não me conhece como eu não o conheço. Eu gostaria de saber qual é a atitude que eu tomei fora da legalidade, fora da retidão [...] Se for por questão de honestidade, eu posso dar aula ao senador Ferraço", disse. "Ele [Ferraço] pode ser no máximo tão honesto quanto eu. Mais honesto que eu ele não é. Sua atitude é indigna de quem se diz democrata [...]. Esse tipo de gente acaba não fazendo falta em uma CPI na qual é exigida coragem", acrescentou Marun.




PMDB e governo fizeram pressão para que Marun, da 'tropa-de-choque' de Michel Temer, fosse escolhido relator

Postado por Marco Eusébio , 12 Setembro 2017 às 12:30 - em: Principal

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) foi escolhido relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, instalada na semana passada no Congresso para apurar supostas irregularidades em empréstimos do BNDES ao grupo J&F, dono da JBS. O presidente da CPI é o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) já havia declarado que o PMDB teria preferência para indicar o relator, por formar as maiores bancadas na Câmara e no Senado. Nos bastidores, houve pressão do PMDB e do governo para que Marun, da "tropa de choque" de Temer, fosse escolhido relator. Líderes peemedebistas, alegando a proporcionalidade, disseram que não deixariam a CPI andar se Marun não fosse escolhido. Para tentar diminuir a influência do deputado de MS na relatoria, Ataídes Oliveira nomeou dois sub-relatores: o deputado Delegado Francischini (SD-PR) ficará com a sub-relatoria de contratos da JBS, que também tratará da delação do grupo; e o deputado Hugo Leal (PSB-RJ) ficará com a sub-relatoria de assuntos fiscais, previdenciários e agropecuários.