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Aécio Neves: situação do tucano se complica com documentos apreendidos pela Polícia Federal

Postado por Marco Eusébio , 26 Maio 2017 às 19:00 - em: Principal

A Polícia Federal encontrou "comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição CX 2" – que seria referência a caixa 2 – em apreensões nas residências e no gabinete de Aécio Neves (PSDB-MG) durante a Operação Patmos, deflagrada no dia 18. Esses documentos estavam no apartamento do senador afastado na Avenida Vieira Souto, endereço elegante do Rio de Janeiro. Nos endereços foram apreendidos também celulares, obras de arte, documentos e anotações sobre a Construtora Norberto Odebrecht e o empresário Joesley Batista, da JBS; um aparelho bloqueador de sinal telefônico, uma escultura e 15 quadros – um com a inscrição “Portinari".
 
No gabinete do tucano no Senado foram apreendidas cópias de uma agenda de 2016 com os nomes de Joesley e da irmã de Aécio, Andrea Neves, presa na operação; e uma "folha manuscrita contendo dados do CNO (Construtora Norberto Odebrecht)". Há ainda um "papel manuscrito contendo anotações citando o ministro Marcelo Dantas", em uma possível indicação ao ministro do STJ Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, investigado na Lava Jato. 
 
A lista inclui "folhas impressas no idioma aparentemente alemão, relativo a Nobert Muller". Norbert Muller e a esposa Christine Puchmann são doleiros que já foram investigados na Justiça Federal do Rio, na Operação Norbert. O casal, conforme essas investigações, seria responsável por criar e manter contas bancárias em Liechtenstein, paraíso fiscal na Europa. Na investigação havia uma referência a Inês Maria Neves Faria, mãe de Aécio. Os doleiros foram denunciados, mas o inquérito foi arquivado.
 
O senador cassado Delcídio Amaral (MS), em sua delação premiada, relatou ter ouvido de José Janene – ex-líder do PP, morto em 2010 – que Aécio era beneficiário "de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato e que essa fundação seria sediada em Liechtenstein" e "que o declarante não sabe precisar, mas ao que parece, a fundação estaria em nome da mãe ou do próprio Aécio Neves". (Com Veja e Estadão)



João Santana diz que Delcídio optou por lugar reservado para falar de pagamento no exterior

Postado por Marco Eusébio , 12 Maio 2017 às 17:45 - em: Principal

Além de afirmar em delações premiadas à força-tarefa da Lava Jato, agora relevadas, que tanto Lula quanto Dilma sabiam do "caixa dois" em suas campanhas eleitorais e que uso do dinheiro dependia da "palavra do chefe" petista, em delações premiadas dele e de sua esposa Mônica Moura, o marqueteiro João Santana contou aos procuradores que Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) o convidou para trabalhar na comunicação de sua campanha ao Senado, em 2002, e acertou valores a serem pagos por seus serviços por meio de "caixa dois" na sauna de sua residência em Campo Grande. Para Santana, a proposta foi feita em local reservado e inusitado porque Delcídio pretendia pagá-lo no exterior, sem declarações à Justiça Eleitoral, e "visava preservar informações quanto a valores e forma de pagamento". O marqueteiro disse à PGR ter orientado o então petista a procurar sua mulher, Mônica Moura, pois ele só cuidava "das áreas criativa e estratégica" das campanhas.