Campo Grande, Domingo , 25 de Fevereiro - 2018


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Reinaldo Azambuja repete: 'em qualquer lugar do mundo a segurança das fronteiras é feita pelas Forças Armadas'
Consultado sobre a intervenção federal na segurança do Rio, o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), que por vezes repetiu que o Brasil está "enxugando gelo" ao tentar combater o crime organizado nos grandes centros sem uma atuação eficaz nas fronteiras contra a entrada drogas e armas, voltou a defender a presença das Forças Armadas para fiscalizar os mais de 1.400 km de fronteira seca que separam o estado da Bolívia e do Paraguai.
 
– "Já apresentamos projeto neste sentido ao Ministério da Justiça, e entendemos que não adianta combater o problema da droga nos morros do Rio e nos grandes centros, se não blindarmos as nossas fronteiras", disse Azambuja ao jornal O Globo.
 
O jornal também ouviu o governador Confúcio Moura (MDB), de Rondônia, que também faz fronteira com a Bolívia, que afirmou: "Essa intervenção é uma atitude última para dar uma resposta imediata à situação. Mas não resolve, porque o Rio de Janeiro é apenas o efeito. A causa está nas fronteiras brasileiras, na ausência da presença do Estado nessa extensa fronteira. Se o governo não encarar o problema real, o resultado vai ser decepcionante."



Evo disse no Twitter que vai revogar lei para que 'a direita não tenha argumentos para gerar desestabilização no país'

Postado por Marco Eusébio , 22 Janeiro 2018 às 09:00 - em: Principal

Evo Morales anunciou neste fim de semana no Twitter que decidiu revogar o novo Código Penal da Bolívia, depois de protestos de religiosos, advogados, jornalistas e outros segmentos no país vizinho e mobilizou até pastores evangélicos de Corumbá (veja aqui). Um dos pontos polêmicos é o 12º parágrafo do 88 torna crime "o recrutamento de pessoas para participação em organizações religiosas ou de culto" e preve prisão que prevê prisão de sete a doze anos. Além da liberdade religiosa, o novo código também acaba com a liberdade de imprensa nos artigos 309, 310 e 311, que tratam de “injúria e difamação” e preveem prisão para quem fizer denúncias contra o governo e políticos (leia aqui). Ao canal estatal El Pueblo es Noticia, Evo declarou que "levou em conta as propostas do povo". No Twitter (veja abaixo), Evo disse que decidiu revogar o código "evitar confusões e para que a direita deixe de conspirar e não tenha argumentos para gerar a desestabilização do país" e prometeu enviar uma carta ao Congresso nos próximos dias.




Governo de Evo Morales quer censurar a evangelização e imprensa e trata liberdade de expressão como 'concessão de Estado'

Postado por Marco Eusébio , 16 Janeiro 2018 às 19:00 - em: Principal

Lideranças religiosas que atuam na Bolívia e em Corumbá estão denunciando a tentativa do presidente Evo Morales de criminalizar a evangelização. O Novo Código do Sistema Criminal boliviano, no artigo 88 em seu 12º parágrafo caracteriza como crime "o recrutamento de pessoas para participação em organizações religiosas ou de culto" e preve prisão que prevê prisão de sete a doze anos, o que preocupa lideranças católicas e evangélicas. Advogados e jornalistas denunciam que o novo código também acaba com a liberdade de imprensa nos artigos 309, 310 e 311, que tratam de “injúria e difamação”. Na prática, preveem prisão para quem fizer denúncias contra o governo e políticos. O governo boliviano argumenta que liberdade de expressão (seja religiosa ou na imprensa) é uma "concessão de Estado", pensamento típico das ditaduras, que aproxima mais ainda a Bolívia da Venezuela. Veja o vídeo em que pastores da Assembleia de Deus em Corumbá e da Bolívia falam sobre o assunto.




Postado por Marco Eusébio , 16 Janeiro 2018 às 18:42 - em: Papo de Arquibancada

Lideranças religiosas que atuam na Bolívia e em Corumbá estão denunciando a tentativa do presidente Evo Morales de criminalizar a evangelização. O Novo Código do Sistema Criminal boliviano, no artigo 88, preocupa bispos católicos e pastores de diferentes igrejas evangélicas, que prevê com prisão de sete a doze anos e no seu 12º parágrafo caracteriza como crime "o recrutamento de pessoas para participação em organizações religiosas ou de culto". Evangélicos, advogados e jornalistas denunciam que o novo código também acaba com a liberdade de imprensa nos artigos 309, 310 e 311, que tratam de “injúria e difamação”. Na prática, preveem prisão para quem fizer denúncias contra o governo e políticos. O governo boliviano argumenta que liberdade de expressão (seja religiosa ou na imprensa) é uma "concessão de Estado", pensamento típico das ditaduras, que aproxima mais ainda a Bolívia da Venezuela. Veja o vídeo em que aparece o pastor João Martins, presidente das Assembleias de Deus em Corumbá e pastores que atuam na Bolívia postado nesta semana na internet.




Reinaldo Azambuja voltou a cobrar apoio da União para reforço na segurança das fronteiras em Mato Grosso do Sul

Postado por Marco Eusébio , 16 Janeiro 2018 às 14:40 - em: Principal

Frisando que o governo federal tem de reconhecer a condição de Mato Grosso do Sul como "corredor do tráfico diverso", o que inclui drogas e armas, devido a extensa faixa de fronteira com o Paraguai e a Bolívia, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), em artigo intitulado "Porta da violência aberta nas fronteiras", publicado hoje pela Folha de S.Paulo, voltou a cobrar da União apoio para reforçar a segurança  e promover ações sociais no combate ao crime. Azambuja frisa que "a construção de presídios não é uma solução definitiva, porque as fronteiras "estão escancaradas", potencializando MS como "corredor do narcotráfico". Leia a íntegra:
 
"Porta da violência aberta nas fronteiras
 
Estamos, mais uma vez, batendo na mesma tecla em busca de solução para a superpopulação carcerária, causada pelo recrudescimento da violência, que tem como suas causas principais o tráfico de drogas e de armas.
 
E o problema não se resume à falta de vagas em presídios, no caso de Mato Grosso do Sul. Em seis anos, de 2012 a 2017, as apreensões de drogas realizadas pela Polícia Militar, Polícia Civil e o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) do Estado saltaram de 87 toneladas para 427 toneladas.
 
Se todos os policiais deslocados para vigiar as fronteiras estivessem nas ruas das cidades, certamente as estatísticas de furtos, roubos e homicídios não seriam tão alarmantes. De um lado impediu-se que grande volume de drogas chegasse às regiões metropolitanas.
 
De outro, o número de presos, incluindo sentenciados por tráfico de armas e outros crimes transnacionais, chegou a 7.246, elevando a população carcerária para 16.224 presos, cumprindo pena em um sistema com capacidade para 7.327 condenados. Cerca de 40% dos presos custeados pelo Estado foram sentenciados por crimes federais.Essamassa carcerária custa a Mato Grosso do Sul R$ 127,3 milhões ao ano.
 
E a construção de presídios não é uma solução definitiva, por uma razão muito clara. Nossas fronteiras estão escancaradas, potencializando Mato Grosso do Sul como corredor do narcotráfico. Os altos índices de crimes não resultam só no estrangulamento do sistema carcerário, mas contribuem também para a hipertrofia do sistema judiciário.
 
É preocupante um problema que o Estado está totalmente impossibilitado de conduzir sozinho, tolhido de desenvolver políticas públicas essenciais ao desenvolvimento social porque tem de cobrir despesas de manutenção do sistema carcerário, impondo ao cidadão das fronteiras a exclusão e deixando a população refém de grupos criminosos
—que, na ausência do Estado, estabelecem suas “leis”.
 
O governo federal tem que reconhecer a condição do Estado de corredor do tráfico diverso, já que faz fronteira com país produtor de maconha e com outro produtor de cocaína. Nas duas fronteiras, com Bolívia e Paraguai, afloram outros crimes, como contrabando de mercadorias e tráfico de armas, que disseminam os roubos e homicídios.
 
Nossa proposta é atacar o problema em sua raiz. Fechar as fronteiras, evitar a entrada de drogas e armas. Coibir a entrada de drogas por nossas fronteiras é muito mais eficaz do que mobilizar as forças de segurança para a apreensão nos centros consumidores.
 
Não há dúvida de que o Brasil precisa de nova política de segurança pública, buscar uma estratégia que possa quebrar os elos da criminalidade, compreendendo que os custos de manutenção da atual massa carcerária, em apenas sete meses, seriam suficientes para construir um novo presídio. É preciso haver ações sociais.
 
Não temos dúvida de que a solução está em reduzir a criminalidade e impedir que a droga e a arma atravessem nossas fronteiras.
 
REINALDO AZAMBUJA, 54, produtor rural e formado em administração de empresas, é governador de Mato Grosso do Sul (PSDB)."



Evo afirma que quarta candidatura garante

Postado por Marco Eusébio , 29 Novembro 2017 às 15:30 - em: Principal

Evo Morales recebeu aval do Judiciário boliviano para se eternizar no poder. O presidente da vizinha Bolívia disse hoje que recente decisão do Tribunal Constitucional (TC) boliviano que lhe permite se candidatar a futuras eleições garante a "continuidade democrática" e a "estabilidade" do seu país. Caso ele seja eleito, cumprirá o seu quarto mandato consecutivo. Além de Evo, a sentença do TC também permite a outras autoridades voltar a se candidatar a cargos eletivos, sem restrição e favorece o atual vice-presidente Álvaro García Linera, além de governadores, prefeitos e legisladores que estavam impedidos de voltar a disputar as eleições, por ter cumprido sua segunda gestão consecutiva.




Molina estava internado em Brasília para onde foi levado depois do acidente áereo em Luziânia no entorno do DF

Postado por Marco Eusébio , 16 Agosto 2017 às 11:45 - em: Principal

Morreu na madrugada de hoje o ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, aos 58 anos, no Hospital de Base de Brasília, estava internado desde sábado depois que o avião que pilotava caiu após decolar em Luziânia (GO). Opositor do presidente da Bolívia, Evo Morales, Molina vivia desde 2013 no Brasil, após ficar refugiado por um ano na embaixada brasileira em La Paz e ser trazido de carro para Corumbá (MS) com ajuda de fuzileiros navais. A FAB investiga as causas do acidente.




Azambuja quer propor à Bolívia compra direta do gás, sem intermediação da Petrobras

Postado por Marco Eusébio , 03 Maio 2017 às 14:00 - em: Principal

O governador Reinaldo Azambuja (MS) visitará a Bolívia na próxima sexta-feira para discutir a compra do gás natural e convidou seu colega Pedro Taques (MT) e os governadores Ivo Sartori (RS), João Raimundo Colombo (SC) e Beto Richa (PR) dos estados que integram o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). A reunião com representantes do governo Evo Morales será na cidade de Santa Cruz de la Sierra. A intenção de Azambuja é propor ao governo boliviano que esses estados possam comprar o gás diretamente do país vizinho, sem a Petrobras como atravessadora, usando só o duto da estatal.