Campo Grande, Quarta-Feira , 21 de Fevereiro - 2018


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Garimpando História

Postado por Marco Eusébio , 04 Setembro 2011 às 13:58 - em: Garimpando Historia

Posando para a foto acima em um torneio amador do Rádio Clube de Campo Grande em 1979 aparecem Nelson Trad e seus três filhos que sonhavam, como a maioria dos garotos e jovens brasileiros, em ser jogadores de futebol profissional. Na época com 15 anos, Nelsinho (o da direita dentre os agachados), pensava um dia integrar a equipe do glorioso Botafogo. Segurando a bola ao lado do pai Marquinhos, aos 13 anos, sempre contra o time de Nelson Trad e dos irmãos, imaginava integrar o esquadrão do Vasco. E Fábio, aos 8 anos, embora também botafoguense, nem pensava em ir muito longe de casa. Queria mesmo era atuar pelo Esporte Clube Comercial local. 

 
Se no campo da bola não integraram os times profissionais dos quais permanecem na condição de torcedores, na área da política foi diferente. Os filhos do ex-deputado Nelson Trad formaram um time vitorioso. O médico Nelsinho Trad, que completa 50 anos nesta segunda-feira (5), é prefeito em segundo mandato da Capital de Mato Grosso do Sul. O advogado Marquinhos, de 47, é deputado estadual reeleito. E o ex-presidente da OAB-MS Fábio Trad, de 42 anos, venceu em 2010 seu primeiro jogo na política partidária e desde o início do ano exerce mandato de deputado federal por Mato Grosso do Sul. Todos pelo time do PMDB.
 



Repórter Antônio Carlos de Oliveira (o Pastel, já falecido) entrevista o então prefeito Levy Dias

Postado por Marco Eusébio , 28 Agosto 2011 às 15:59 - em: Garimpando Historia

Quando foi prefeito “biônico” de Campo Grande, nomeado pelo então governador Pedro Pedrossian no início da década de 80, Levy Dias (na foto em entrevista ao saudoso repórter Antônio Carlos de Oliveira, o Pastel) teve um período de fixação pelo número sete no início dos anos 80. Políticos e jornalistas da época contam que ele tinha um broche que exibia um símbolo de sete flechas que se fundiam em uma só. E sete secretários na equipe, embora depois tivesse ampliado o número de secretarias. 

 
Essa fase cabalística teve um episódio marcante, revelado na época pela coluna “As Dez Mais”, do extinto Diário da Serra, jornal local dos Diários Associados, a maior rede de jornais já existente no mundo fundada por Assis Chateaubriand (o Chatô), onde comecei a trabalhar na imprensa, aos 14 anos. 
 
O jornal publicou que, ao disputar a candidatura governista à sucessão do governador Pedrossian na convenção do PDS em 1982 contra o prefeito de Dourados José Elias Moreira, Levy teria consultado fontes místicas antes de fazer o seguinte prognóstico: 
 
– “Vou ganhar com 70 ou 77 votos”.
 
Perdeu por sete.



Postado por Marco Eusébio , 07 Junho 2011 às 23:59 - em: Garimpando Historia

Pouca gente sabe ou se lembra, mas o atual superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Mato Grosso do Sul, Valter Favaro, já militou no movimento estudantil. Foi em 1985 quando ele estudava no colégio São Luiz e resolveu montar uma chapa de oposição chamada "Independente" para disputar a presidência da União Campo-grandense de Estudantes (UCE).  O ensaio eleitoral de Favaro, apesar das boas lembranças guardadas, acabou frustrado. A chapa vencedora foi a "Coração de Estudante" apoiada pela diretoria da entidade, ligada ao PCB na época. Apesar da vitória nas urnas, quem se elegeu presidente da UCE naquele pleito também não seguiu carreira política. Virou jornalista. Foi meu colega de redação no extinto Diário da Serra e na Folha do Povo. E continua militando na lide do jornalismo diário. É o Nélio Raul Brandão, atualmente chefe de reportagem da TV Morena, afiliada Globo no estado.




Opala movido a empurrão de taxista na Avenida Mato Grosso

Postado por Marco Eusébio , 24 Maio 2011 às 17:21 - em: Garimpando Historia

– "Nunca digas: por que foram os dias passados melhores do que estes? porque nunca com sabedoria isto perguntarias."  (Salomão, rei hebreu, no décimo versículo do sétimo capítulo do livro de Eclesiastes).

Para quem pensa que enchente é modernidade em Campo Grande, o testemunho do repórter-fotográfico Roberto Higa exibido acima prova o contrário mostrando trecho da Avenida Mato Grosso logo acima do cruzamento com a Rua Bahia em um dia de chuva de 1973. 



Árbitro Barbosa e o bandeira Nilson Pereira apitando ComercialXFlamengo em 75

Postado por Marco Eusébio , 17 Maio 2011 às 14:22 - em: Garimpando Historia

A foto acima do acervo do repórter-fotográfico Roberto Higa mostra, da esquerda para a direita, o árbitro Victor Pinto Barbosa e o auxiliar (bandeirinha) Nilson Pereira em jogo Comercial x Flamengo no Morenão, em 1975. Eis a prova para quem não acreditava que, antes de virar colunista social dos VIPs de Campo Grande no extinto Diário da Serra, no fim dos anos 70, Nilson Pereira, hoje colunista do site Midiamax, foi árbitro de futebol profissional na época que os clássicos Comerário lotavam estádio e Operário e Comercial eram temidos no futebol regional e nacional. Para ilustrar essa época, vamos descrever uma história contada pelo próprio protagonista, que aconteceu no ano seguinte....

 

Em 1976 o Operário já estava garantido no Brasileirão por ter sido campeão estadual do então Mato Grosso uno e seu rival campo-grandense Comercial disputava a segunda vaga com o Mixto de Cuiabá. O árbitro Nilson Pereira, que na época trabalhava como repórter da editoria de Polícia do Diário da Serra, havia sido escalado para apitar a partida. Ele próprio conta que, na tarde daquele dia, recebeu um telefonema do bandeirinha vermelha (na época tinha bandeirinha vermelha e amarela) dizendo que queria conversar sobre o jogo de logo mais à noite. 

 
– “Fui levado pelo bandeirinha para falar com um advogado que tinha escritório na Rua 13 de Maio, próximo à agência do Bradesco. Lá ele falou que o Comercial precisava ganhar para participar do campeonato brasileiro, falou da rivalidade que existia entre Campo Grande e Cuiabá  etc e tal. Vi que tinha um cheque virado em cima da mesa dele e fiquei curioso para saber o valor. Quando me mostrou o cheque, vi que a grana daria para comprar um Fusca na época” – conta o ex-árbitro.
 
Nilson diz que recusou a proposta e pediu dez vezes aquele valor sabendo que os interessados na vitória do Comercial não iriam bancar.
 
– “Fui para o jornal e fiz uma carta endereçada ao major José Maraviesck (representante da Federação de Futebol de MT em Campo Grande) contando o acontecido e dizendo que se eles aceitassem pagar aquele valor exorbitante doaria o dinheiro ao Asilo São João Bosco. Por volta das 19h recebo o telefonema do mesmo advogado dizendo que não dava para pagar aquele valor. Diante da negativa, fui apitar o jogo. Mas, antes, no vestiário, chamei meus dois bandeirinhas e disse que se eu os pegasse favorecendo o Comercial (os dois tinham sido comprados) eu iria expulsá-los”, relembra Nilson Pereira. 
 
O Comercial não podia perder nem empatar o jogo para conseguir a vaga no brasileiro. O primeiro tempo terminou um a zero para o Comercial. Nilson Pereira conta que no intervalo, quando foi para o vestiário da arbitragem, encontrou três homens na porta. “Eles avisaram que se o jogo não terminasse com a vitoria do Comercial eu seria um homem morto”, relata. 
 
– “Voltei para o segundo tempo e o Comercial estava próximo de conquistar a vaga quando, aos 42 minutos, chamei o Bife, centro-avante do Mixto, e mandei ele cair na área. Lembro que o goleiro do Comercial era o paraguaio Higino Gamarra. O Bife caiu na área, aos 43 minutos e marquei pênalti para o Mixto. Bife bateu, marcou e o time cuiabano representou o Mato Grosso no campeonato brasileiro junto com o Operário. E eu... estou aqui para contar a história” – narra o ex-árbitro Nilson Pereira.



Lúdio Coelho e Marilu Guimarães no fim da década de 80

Postado por Marco Eusébio , 12 Maio 2011 às 01:39 - em: Garimpando Historia

Candidata do antigo PFL apoiada pelo então prefeito Lúdio Coelho para sua sucessão em Campo Grande nas primeiras eleições de dois turnos, em 1992, a ex-vice-prefeita e deputada federal Marilu Guimarães teve de fazer sua campanha na maior saia justa. É que se multiplicavam em todo o Brasil os protestos contra Collor e Lúdio impedia que ela se manifestasse contra o presidente da época para não correr risco de o Planalto deixar a cidade sem recursos federais para os projetos municipais.

 

Collor pedia à população para usar verde-amarelo em seu apoio e caras-pintadas saíam às ruas com fita preta. O Brasil fervilhava e a candidata tinha de se conter. Numa passeata local contra o ex-presidente, marqueteiros colocaram Marilu em esquina da Rua Dom Aquino para ela andar pouco menos de uma quadra com o grupo e poderem filmar para o programa eleitoral. Um dia, preocupada, ela convocou a equipe e questionou:

 
– "O que vamos fazer?”
 
O staff da campanha sugeriu que ela fosse conversar com o prefeito. Desfilaram uma série de argumentos que, garantiram, convenceriam o homem. Pelo jeito não conheciam Lúdio Coelho. Quando Marilu acabou de falar, ele "concordou" avisando, entretanto, que sairia da campanha. Ela, obviamente, nem tentou insistir. 
 
A deputada só foi à alforria no dia da votação do Congresso, quando apareceu nas redes de televisão dizendo sim ao impecheament. Lúdio viu o voto bombástico da pupila pela TV. Apesar de hipertenso, não precisou dos remédios. Sabia que, àquela altura, já não haveria ninguém assumindo a defesa do ex-presidente...  
 
Quanto às eleições daquele ano, Marilú foi para o segundo turno, mas Juvêncio da Fonseca (PMDB) acabou virando prefeito.



Postado por Marco Eusébio , 09 Abril 2011 às 13:07 - em: Garimpando Historia

Em uma "domingueira" do Rádio Clube de Campo Grande em 1954 na foto acima, da esquerda para a direita sentados Nelson Corrêa, Uriel Raghianti, Julio Nimer (atrás), Abdala Jalad, Benjamim Corrêa da Costa, Alfredo Scaff e Edson C. Contar. Em pé: Nicola, Ivon Moreira do Egito Fº, Salomão Ortiz, Sebastião Jorge Figueiredo e Felix Pedra. Um desses personagens, descendente do fundador da cidade, o jornalista e escritor Edson Contar, adaptou as reminiscências dessa época no artigo abaixo e enviou com a foto acima para deleite dos leitore(a)s da seção Garimpando História do Blog...

...Edson Contar(*)

Guerra & Paz - Nossa Juventude Briguenta (I)

Nos anos cinquenta, ninguém cheirava trigo, nem fumava folha de mandioca pra ficar valente. Rachas eram outra coisa e energéticos eram gemada, emulsão de scott e vinho reconstituinte Silva Araujo. Vai daí que a moçada era sadia e, pra descarregar energia, nada como uma boa briga, fosse por ciúmes, por ofensa às mães ou pelo simples prazer de brigar. Simplesmente, brigar!

Muitas vezes, a coisa começava do nada. Havia os especialistas em promover encrencas, provocando um lado e outro, atiçando (como se dizia à época) só pra ver o circo pegar fogo...

Bastava riscar o chão e dizer para os contendores:

- “Quem for mais homem, pisa aqui!”

Era o bastante para começarem os empurrões e dai pros socos e a platéia fazia uma roda, torcendo pra ver alguém sangrar pelo nariz.

Um dos palcos das grandes brigas, em Campo Grande, era o Rádio Clube...

No meu tempo, lembro-me da célebre briga do Arizinho Coelho de Oliveira com aspirantes Exército que aqui serviam e tomavam nossas namoradas. Ary, contando com o seu protetor, meu irmão Laurindo, enfrentou uma dúzia deles e acabou envolvendo todo mundo num bafafá que foi parar no meio da rua. Alí, Laurindo, enlouquecido com tanto murro que levava, acabou desferindo um direto em meu outro irmão, Eduardo, fantasiado de morcego negro, julgando ser um agressor que chegava pelas suas costas. Eduardo foi a nocaute e o valente Laurindo danou chorar que só...Arizinho subiu num jipe e derrubou o resto.

Outra refrega memorável, aconteceu na quadra de esportes, quando jogávamos contra o XV de novembro  uma partida de basquete. Os amigos Ecycles Ferreira e o brigão Uriel Raghianty se desentenderam e a turma da cizânia aproveitou pra botar lenha na fogueira. Começou ali, a mais longa briga que conheci até os dias de hoje. A luta foi parar na praça que ainda era mato e tinha uma clareira no meio. Brigaram por quase uma hora, sob aplausos dos sádicos torcedores. A certa altura, cansados e arrebentados, resolveram interrromper o combate, marcando para o dia seguinte, no mesmo horário e lugar, a continuação da briga que durou três dias e, ao final, abraços ensanguentados dos dois. Entenda quem puder. O Uri era um "rixoso juramentado" e, ao mesmo tempo, amigão sentimental.

E os irmãos Rondom? Saiam da frente!... João, o mais velho, arrumava encrenca e Lino, o mais novo entrava com tudo, arrasando a arrumação do clube e provocando uma briga generalizada que acabava em filas na Santa Casa, para curativos em geral. Eram muito bons de briga os “leões do Sena”.

Jayme Pimentel e seu irmão e escudeiro Rubens (Rubão) era outra dupla do barulho. Jaynme arrumava as brigas e o Rubão era quem segurava a bronca. Foram muitos os quebra-quebra promovidos pelos meninos no Rádio Clube, mesmo enfrentando a rígida educação imposta pelo pai, o saudoso professor Pimentel.

Fora dali, o mais encrenqueiro que conheci foi o Omar Raslan. Magrelo, pequeno e de pavio curto, encarava tudo e todos pra desespero do professor Nagib e tia Latife . Num verdadeiro ritual masoquista, Omar ia, diáriamente, até a praça (hoje chamada de Ary Coelho) que ficava em frente a sua casa e lá procurava uns engraxates com os quais tinha rixa antiga. Todos os dias, lá ia o Omar, xingar, provocar, até levar uma surra de seis “inimigos” e saia correndo, feliz da vida: - “Apanhei mas bati também!” dizia. Acreditem ou não, ele ainda arrumava tempo para ir ao Circulo Militar e lá arrumar mais uma briguinha, com o Ernani Figueiredo, e outros.

Certa vez, arrumamos rixa com alguns sargentos da Polícia do Exército, a temida PE. Resolvemos ir até a União dos Sargentos levando conosco o super Alfredo Scaff, fortão, enorme e bom de briga. Tudo pelo Omar!Resultado: o Scaff se mandou pra um canto e ficou rindo ao ver a gente levar tanta bolacha. Omar acabou desmaiado sobre uma bicicleta. Eu, Mujiquinha e Clodoaldo descemos ladeira abaixo, em frangalhos. 

Outros brigões célebres foram Walmir Floriano de Araujo, que não levava desaforo pra casa, chegando a enfrentar uma turma liderada por um italianinho que veio afrontá-lo, acompanhado de quatro amigos. Ia ser a maior surra , não fosse a interferência do irmão Waldir S Pereira Jr, que botou ordem no galinheiro e desafiou que apenas um deles enfrentasse o Walmir. Ninguém se habilitou e todos se salvaram. Walmir era outro que não aceitava um simples olhar de alguém... -"Tá olhando o que????"... Pronto, ninguém mais segurava!

O importante é que todos esses brigões acabaram se tornando adultos responsáveis, pais de familia e profissionais de destaque na cidade, calmos, inteiros, corretos e de boa paz!

Depois tem mais...O espaço acabou mas vem mais brigas por aí!

O Ministério da Saudade Adverte!...Brigar faz bem à saúde!

(*Edson C. Contar é jornalista e escritor, em Campo Grande-MS - reportur@yahoo.com.br)




Postado por Marco Eusébio , 03 Abril 2011 às 20:19 - em: Garimpando Historia

Adhemar de Barros (foto) foi um dos mais influentes políticos de São Paulo e de todo o Brasil durante quase três décadas, dos anos 30 aos anos 60 do recente século passado. Médico, empresário e oriundo de família de tradicionais cafeicultores paulistas, suas campanhas eleitorais eram bem elaboradas e junto com o ex-deputado paulista Hugo Borghi (pioneiro no uso de slogans e do rádio nas campanhas), é considerado um dos pioneiros do marketing eleitoral no Brasil. Um dos slogans de campanha,  não assumido abertamente, era "Ademar rouba, mas faz". A frase teria sido cunhada por seu adversário, Paulo Duarte. Mas em vez de reclamar, ele se apoderou dela e a usou como lema de sua campanha para prefeito de São Paulo, em 1957, se promovendo em cima das inúmeras acusações de corrupção. Reza a lenda que, em um comício em Bauru (SP), Adhemar, batendo a mão no bolso, afirmou:

– "Neste bolso nunca entrou dinheiro do povo!" 

Na plateia, alguém teria gritado: 

– "De calça nova, né doutor?”

Seus adversários diziam também que existia a "Caixinha do Ademar" para financiar as campanhas eleitorais. Em reposta à crítica, após ser inocentado em denúncias de negociatas que se custaram uma época de exílio, Adhemar, ao voltar ao Brasil, encomendou a Herivelto Martins e Benedito Lacerda uma marchinha intitulada "A Caixinha do Adhemar", cuja letra dizia...

“Quem não conhece, Não ouviu falar

Na famosa “caixinha do Ademar”,

Que deu livro, deu remédio, deu estrada,

Caixinha abençoada (…)

Já se comenta de norte a sul

Com Adhemar tá tudo azul.

Deixa falar toda essa gente maldizente,

Deixa quem quiser falar (…)

Essa gente que não tem o que fazer
 
Faz de tudo, mas não cumpre seu dever

Enquanto eles engordam tubarões,

A caixinha defende o bem-estar de milhões”. 


Observadores da política nacional acreditam que Adhemar de Barros fez escola na política brasileira onde diversos políticos que vieram depois dele conseguiram se manter no poder mesmo diante de acusações de enriquecimento com o dinheiro público, adorados pelo povo através de boas campanhas de marketing e seguindo o mesmo lema, não assumido, de "rouba mas faz". Sobre essas acusações, estes, como Adhemar, com certeza continuam dizendo... deixa essa gente falar. 


Clique no ícone abaixo e ouça a "Caixinha do Adhemar" na voz de Nelson Gonçalves...




Postado por Marco Eusébio , 22 Março 2011 às 18:56 - em: Garimpando Historia

O então prefeito Lúdio Coelho pede a benção de João Paulo II que visita Campo Grande em 1991 e celebra a missa na área que até hoje conhecida como Praça do Papa. João Paulo II se foi e em abril de 2005 faleceu. Nesta terça-feira em que Lúdio Coelho também se foi,  a foto acima foi postada como um reencontro histórico em sua página no Facebook por Roberto Higa, profissional que tem sintetizado a história de Mato Grosso do Sul em imagens captadas por suas lentes ao longo das últimas quatro décadas e como repórter-fotográfico faz parte dessa mesma história.




Postado por Marco Eusébio , 19 Março 2011 às 12:40 - em: Garimpando Historia

Eronildo Barbosa da Silva, professor da UFMS e historiador da política sul-mato-grossense, me contou que, uma vez, em visita a Coxim, conversava com o então presidente do PDT, João Leite Schimidt, e o assunto versou sobre grandes pensadores da política mundial. Quando o papo chegou a Karl Heinrich Marx, fundador da doutrina comunista moderna, Schimidt, um dos fundadores no estado do PDT brizolista inspirado no socialismo baseado no lema "Liberté, Egalité, Fraternité" da Revolução Francesa, demonstrou profunda desenvoltura ao discorrer sobre o tema. Desperto pela curiosidade reflexiva característica a um amante das letras e da história, Eronildo não conteve e pergunta:

– "Com esse pensamento, por quê você não é um comunista?"

Schimidt, que não é de beber, primeiro abriu uma cerveja. E só depois de deixar um rápido suspense aguçar ainda mais a expectativa de seu interlocutor, respondeu:

– "Porque o comunismo já tem sua verdade e eu estou sempre procurando".

Ciente de que verdades não são absolutas, mas relativas, pois dependem de quem vê o fenômeno observar sua aparência ou sua essência, o professor Eronildo quase deu nota dez à resposta.