Campo Grande, Domingo , 19 de Novembro - 2017


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Garimpando História

Postado por Marco Eusébio , 06 Janeiro 2015 às 11:15 - em: Garimpando Historia

 
"No coração da gente". O slogan de campanha usado por André Puccinelli (PMDB) ao disputar a cadeira de prefeito de Campo Grande, que ocupou por oito anos e de onde se projetou para virar governador de Mato Grosso do Sul também por dois mandatos, é bastante conhecido na cidade. Mas quem afinal criou o símbolo do coração de suas campanhas? Não é obra de nenhum marqueteiro e, embora tenha sido novidade para os eleitores da Capital daquela época, o coração usado por André já era coisa antiga. 
 
Foi a marca de sua primeira campanha quando disputou em 1982 a prefeitura da pequena cidade de Fátima do Sul, seu berço político e de outras conhecidas lideranças do estado como o deputado Londres Machado (PR). Lá de Fátima, o professor Wagner Cordeiro Chagas, nosso colaborador, revela: a ideia de usar o coração como símbolo foi de Nilton Giraldelli, ex-vereador que em 1988 disputou a cadeira de prefeito de Fátima com seu amigo André de vice na chapa. Em e-mail enviado ao professor, Giraldelli relembrou a história: 
 
– "Estávamos reunidos em umas trinta pessoas na edícula do fundo da casa do André na rua Severino Araújo Ferreira e discutíamos a necessidade de criar um símbolo. Diante de várias sugestões, eu disse: ´Estamos colocando nosso coração, muito ideal e muita garra nessa campanha. Além do mais o André é médico, cirurgião geral e se precisar operar um coração ele opera`. Então, a ideia do coração se materializou. O André mandou fazer todo o material de campanha com o símbolo do coração, que perdura até hoje".    
 
Na época, cada partido poderia lançar até três candidatos à prefeitura pela sublegenda. Em Fátima do Sul, o PDS lançou dois: o médico Hermindo de David, apoiado pelo grupo do deputado Londres Machado, e Danilo Alves Corrêa, irmão do então deputado estadual Manfredo Corrêa, com apoio do atual prefeito Samir Chafic Garib. O PMDB lançou Puccinelli e Alcides Rodrigues, este  representando o distrito de Vicentina. 
 
A disputa foi acirrada. Logo em sua eleição de estreia, André foi o mais votado. Obteve 6.320 votos, e Alcides obteve obteve 394, somando 6.714. Porém, Hermindo se elegeu prefeito com 4.047 votos que somados aos 2.732 de Danilo totalizaram 6.779 na legenda, só 65 a mais do que o total obtido por André e Alcides. 
 
Brotava ali uma histórica rivalidade política entre o agora ex-governador André, que acaba de concluir seu segundo mandato, e o ex-deputado Londres, que se aposentou das disputas eleitorais e acaba de encerrar em 2014 seu décimo-primeiro mandato consecutivo na Assembleia, um recorde mundial.
 
Depois da eleição, Wilson Martins (PMDB), que se tornou naquele ano o primeiro governador eleito de Mato Grosso do Sul, nomeou o médico Puccinelli como secretário estadual de Saúde, dando início a sua carreira política em Campo Grande.
 
 



Postado por Marco Eusébio , 11 Julho 2014 às 16:45 - em: Garimpando Historia

Do professor e historiador Eronildo Barbosa da Silva: 
 
"Durante muito tempo eu acreditei na conversa fiada, criada por Hildebrando Campestrine e Paulo Machado, de que em 1932 foi criado o Estado de Maracaju no Sul de Mato Grosso. Quem me alertou sobre essa farsa histórica foi Sérgio Cruz, que, por muito tempo, também deu confiança a essa conversa. 
 
Para o bem da verdade e para evitar que mais gente seja enganada trago esse assunto à baila. Em 10 de julho de 1932 o líder do golpe contra Getúlio Vargas no Sul de MT, Vespasiano Martins, foi nomeado pelo general Klinger governador de Mato Grosso. Essa informação pode ser confirmada no livro A poeira da Jornada escrito por Demosthenes Martins, um personagem que participou ativamente desse movimento. 
 
Aliás, o pessoal de 1932 não fez nada de concreto para que a divisão acontecesse. Ao contrário: quando no poder fugiam do assunto. Aquele manifesto de 1934 foi mais retórica do que algo concreto em direção a emancipação do Sul."



Postado por Marco Eusébio , 23 Maio 2014 às 17:30 - em: Garimpando Historia

 
Em tempos modernos via Facebook quem relata é o professor e historiador Eronildo Barbosa da Silva:
 
"As fotos acima são do arquivo de Haroldo Borralho. Elas retratam um famoso e misterioso incêndio que ocorreu na sede do PT, em 1980, no centro de Campo Grande. Conta Haroldo que um grupo de jovens ligados ao agronegócio, em um domingo, tocaram fogo na sede do PT.
 
Livros e documentos viraram cinza. Até hoje não se sabe quem cometeu esse crime.
 
O Haroldo, vice presidente do partido na época, diz que não foi uma coisa ruim. O prédio e os documentos estavam segurados. E o partido recebeu um seguro muitas vezes superior ao prejuízo. Borralho jura de pé junto que foi um crime contra o Partido dos Trabalhadores. Só que o deputado Antonio Carlos, do PT, diz haver controvérsia nessa história".
 
Ao comentar o episódio, Haroldo deu sua versão escrevendo no Facebook que, na época, o Comando de Caça aos Comunistas (CCC), incendiava bancas de revista Brasil afora e por isso resolveu se prevenir. Veja a história do Borralho: 
 
"Eu pensei, se tocarem fogo em algum lugar em Campo Grande com certeza vai ser no PT, eu era vice-presidente do municipal então resolvi contratar um seguro no banco América do Sul do qual era correntista. Foi um briga danada dentro da executiva do PT pois entendiam que eu deveria doar o valor pago por mim ao partido. Qual foi a surpresa que em um domingo, 2 meses depois da assinatura da apólice, pela manhã, fomos acordados pelos vizinhos e as rádios locais noticiando que estava pegando fogo na sede do ´PTB` e fui chamado pelos vizinhos do partido na Rua Antonio Noberto de Almeida, próximo a antiga Rodoviária, que já tinha incendiado tudo. Essa foi a estória. 
 
Pior aí saiu umas fofocas no partido que eu tinha tocado fogo no partido, uma tremenda sacanagem. Claro que era brincadeira dos companheiros. Uma coisa posso dizer. O dinheiro veio em boa hora, pois recebemos o seguro, entreguei ao partido, reformaram toda a sede, compramos 2 ´Caxassinhas mimeógráfos`, sofás, cadeiras e tudo mais para o partido além de pagar a energia atrasada e àgua,o aluguel. O Antonio Carlos de Oliveira pagava e o Zeca era o tesoureiro fazia a contabilidade. Agora devo confessar uma verdade: que ajudou muito esse seguro esse fato foi verdadeiro ainda deu p/fazer 3 encontros regionais trazendo os companheiros do interior e ainda pagar marmitex p/galera toda...
 
Outro fato interessante é que o PT nessas apólices estava seguro, veja só, contra: Roubo, incêndio, tumultos, depredações e, veja só, contra ´greves` também. 
 
´Vixe Mãe do Céu`."



Postado por Marco Eusébio , 24 Janeiro 2014 às 14:00 - em: Garimpando Historia

Dois anos depois, dúvidas persistem sobre os nomes da ponte sobre o rio Paraná que liga a BR 267 em Bataguassu (MS) ao fim da Rodovia Raposo Tavaras em Presidente Epitácio (SP). Afinal, porque trocaram o nome e quem coordenou essa mudança?
 
Essa história fez o empresário Josué Emídio (citado aqui no blog como "o cara do chapéu") a perder uma aposta para amigos, em Campo Grande. "Insisti que a campanha foi coordenada pelo deputado Amarildo, do PT. Mas não há registro disso e perdi a aposta, porque no Google está escrito que o projeto que dá nome à ponte é assinado por outro deputado do PT, o Vander Loubet", conta o Josué.
 
Para dirimir a dúvida, conversei com o deputado Amarildo. O petista relatou que a ponte de 2.550 metros que liga MS e SP recebeu o nome de Helio Serejo em 2012 para homenagear o jornalista e escritor que nasceu em Nioaque (MS), morou em Presidente Vesceslau (SP) e faleceu aos 95 anos em Campo Grande (MS).
 
Serejo, justifica o petista, foi o principal entusiasta e coordenador da “Campanha de Propaganda Pró-Construção da Ponte sobre o Rio Paraná” que mobilizou lideranças dos dois estados e fez o barulho chegar ao Distrito Federal, até que a obra, iniciada no governo de Juscelino Kubitschek foi, enfim, concluída pelo general Castelo Branco, chefe do governo militar, em 1964. 
 
Porém, ao ser entregue à população no início do regime miliar, a ponte ganhou o nome do engenheiro e político do Rio de Janeiro, Mauricio Joppert da Silva, que foi ministro dos Transportes por três meses (de novembro de 1945 a janeiro de 1946) no governo de José Linhares. "Como o Joppert nada teve a ver com a obra, resolvemos lançar uma campanha para mudar o nome da ponte e homenagear Hélio Serejo", explica Amarildo, deputado estadual sul-mato-grossense, que nasceu em Presidente Epitácio (SP) e é radicado em Mato Grosso do Sul.
 
"Promovemos audiências públicas nos municípios da região da divisa. Houve resistência de algumas lideranças, sob o único argumento de que o povo já estava acostumado com o nome do Joppert e que não havia sentido mudar. Aos poucos, conseguimos explicar que o ex-ministro nem ao menos visitou a região. E que a homenagem deveria ser a alguém que aqui viveu e lutou pela construção da ponte", justifica Cruz.
 
Por se tratar de obra federal e sua jurisdição parlamentar ser estadual, Amarildo buscou o apoio do deputado federal e companheiro de partido Vander Loubet (PT-MS), que lançou o projeto. A proposta foi aprovada pelo Congresso e sancionada como a Lei 12.610/2012 pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), que exercia interinamente a Presidência, e foi publicada no Diário Oficial da União em 11 de abril de 2012, fazendo jus ao historiador Hélio Serejo.



Postado por Marco Eusébio , 05 Dezembro 2013 às 16:00 - em: Garimpando Historia

Quem narra a história é o jornalista e ex-deputado federal fluminense Sebastião Nery, em seu blog:
 
“Prata Braga era funcionário dos Correios e Telégrafos no Ceará. Como  todo bom cearense, um dia se cansou da vidinha tola e resolveu correr mundo. Pediu transferência. Deram. Recebeu um telegrama do serviço:
 
- ´Apresentar-se em Maracaju`.
 
José Prata [na verdade Luiz Gonzaga, diferente do que diz o Nery] não sabia onde ficava Maracaju. Foi olhar no mapa. Era no sul de Mato Grosso (ainda uno), perto de Aquidauana, para lá de Campo Grande. Arrumou suas coisas e partiu. Chegou a Maracaju, descobriu o equivoco. O telegrama estava errado. Era para se apresentar em Aracaju, Sergipe, perto, no Nordeste. Mas já estava em Mato Grosso, pediu para ficar lá, deixaram.
 
Prata era um despachado, como se diz no seu Ceará. Camisa aberta no peito, sem botão, nunca usou paletó. Em pouco tempo, virou figura popular em Maracaju. Vieram as eleições para prefeito em 1976.
                                               
MARACAJU
 
Prata queria ser candidato, não tinha legenda, porque as forças politicas  tradicionais da cidade já haviam fixado suas preferências nas legendas e sublegendas da Arena e do MDB. Prata insistiu, arranjou a 3ª legenda da Arena. Deram-lhe, ´para ajudar o partido`.
 
Derrotou todo mundo. Eleito prefeito, implantou seu estilo. O caminhão da prefeitura, a caçamba de carregar terra, o jipe do prefeito, os papéis internos, passaram a trazer seu slogan: ´É tempo de loucura`.
 
Faixas nas ruas, cartazes na porta da prefeitura, Prata cobriu Maracaju com seu slogan: 
 
- ´É tempo de loucura`. 
 
E o estádio de futebol ganhou o apelido ´O Loucão`."
 
O tempo passou, o sul do antigo estado virou Mato Grosso do Sul. Mas o slogam  continua fazendo parte da história da cidade hoje famosa pela "Festa da Linguiça de Maracaju".
 
E chamou a atenção do advogado e historiador Yves Drosghic, colaborador aqui do Blog, que, em visita à cidade, fez a foto acima da placa na Câmara dos Vereadores com a frase "E a loucura continua"... para que os leitores possam conhecer ou relembrar a história os "tempos de loucura" de Maracaju.
 
PS: A título de colaboração, o jornalista Jota Menon, que atua em Maracaju, informa: "No primeiro mandato o slogan foi ´É Tempo de Loucura` e, no segundo, ´A Loucura Continua`. O nome do ex-prefeito é Luiz Gonzaga Prata Braga e não José Prata, conforme grafou Sebastião Nery."



Postado por Marco Eusébio , 31 Outubro 2013 às 21:00 - em: Garimpando Historia

 
"Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar o seu 1º discurso, na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu desempenho naquela assembleia de vedetes políticas. O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse-lhe em tom paternal :
 
– Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi demasiado brilhante neste seu primeiro discurso. Isso é imperdoável ! Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta.
 
Ali estava uma das melhores lições que um velho sábio pode dar ao pupilo que se inicia numa carreira difícil. Encastelados medíocres se fecham como ostras à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar."



Postado por Marco Eusébio , 09 Setembro 2013 às 11:32 - em: Garimpando Historia

 
Era a campanha eleitoral de 1994, quando FHC iria se eleger pela primeira vez presidente da República. Em Campo Grande (MS), toca o telefone do cantor e compositor Paulinho Simões... 
 
Do outro lado da linha, era o jornalista Onofre Ribeiro, de Cuiabá (MT), então assessor de Jonas Pinheiro, que disputava uma das duas vagas ao Senado do vizinho Mato Grosso pelo PFL (atual Democratas). 
 
Onofre explica que o candidato estava com a eleição garantida. Por isso, queria usar o restante do tempo de propaganda no rádio e TV para homenagear seu estado com uma canção. Diz que resolveram procurar Paulinho, porque este já tinha know how no assunto. 
 
É que, em parceria com Almir Sater, Simões compôs a música "Terra Boa" para campanha institucional de rádio e TV do governo Wilson Martins (PMDB). Neste caso, a intenção foi levantar o astral da população em uma época de crise, enaltecendo Mato Grosso do Sul. A bela canção gravada por Alzira Espíndola termina frisando...  "Superando crises sempre que elas vem, meu Sul de Mato Grosso te quero tanto bem”.
 
Paulinho se empolgou com a ideia. “Depois de homenagear o estado do sul era a oportunidade de, salomonicamente, também homenagear o estado ao norte” conta o compositor. Para cumprir a empreitada ele buscou a parceria de Celito Espíndola que topou o desafio. Ambos teriam de se superar para fazer uma canção à altura de "Terra Boa". E conseguiram. 
 
O resultado foi a linda "Boa Terra", gravada a três vozes por Paulinho Simões e as cantoras Tetê e Alzira Espíndola, irmãs de Celito.
 
Canção que, até hoje, pouca gente sabia que foi feita para uma campanha eleitoral.
 
Leia a letra...
 
“Terra que ontem nos viu chegar
Terra que nos viu crescer e sonhar
Transparentes cachoeiras
Velhas lendas garimpeiras
Tesouros sempre a enfeitiçar
 
Terra que por sorte é nosso lar
Terra que não cabe em nosso olhar
Quando estamos na Chapada
Não tem fim noite estrelada
Horizontes são assim no Pantanal
Sei que as águas longe vão levar
Os meus segredos pelo Rio Cuiabá
 
Cruzam a tua imensidão
Os versos da nossa canção
Boa terra te adoramos com razão
Cruzam tua imensidão
Os versos da minha canção
Boa terra te queremos com paixão
 
Sei que as águas longe vão chegar
Não há limites para o Rio Paraguai
Cruzam tua imensidão
Os versos da minha canção
Boa terra, te adoramos com razão
Boa terra, te queremos com paixão."
 
OUÇA a canção...
 




Postado por Marco Eusébio , 17 Julho 2013 às 11:15 - em: Garimpando Historia

Por Gaudêncio Torquato, na coluna Porandubas Políticas, do site Migalhas:
 
"Bate-boca no Parlamento inglês
 
Aconteceu num dos discursos de Churchill em que estava uma deputada oposicionista, Lady Astor, conhecida pela chatice, que pediu um aparte (sabia-se que Churchill não gostava que interrompessem os seus discursos), mas concedeu a palavra à deputada.
 
E ela disse em alto e bom tom :
 
– Sr. ministro, se Vossa Excelência fosse o meu marido, eu colocava veneno em seu chá !
 
Churchill, lentamente, tirou os óculos, seu olhar astuto percorreu toda a plateia e, naquele silêncio em que todos aguardavam, mandou :
 
– Nancy, se eu fosse o seu marido, eu tomaria esse chá com prazer!"



Postado por Marco Eusébio , 06 Julho 2013 às 15:00 - em: Garimpando Historia

Dagoberto teceu elogios à filiação do ex-senador Valter Pereira, seu ex-aluno de caratê, ao PDT. No ato político da noite anterior na câmara, o ex-deputado disse que levou Cristovam Buarque (DF) ao Bar do Zé ontem e contou ao senador que ali em frente, no Calçadão da Rua Barão do Rio Branco, décadas atrás, Valter Pereira fazia discursos munido de um saco de onde prometia tirar um escândalo. Dagoberto relembrou o marketing do "saco" do Valter:

– "Nunca tirava escândalo nenhum do saco, mas com isso atraia mais e mais gente que parava para ouvir o que ele falava".




Postado por Marco Eusébio , 17 Junho 2013 às 08:49 - em: Garimpando Historia

Antes do regime militar, as votações para presidente e vice-presidente do Brasil eram separadas. Isso gerava situações curiosas como em 1955, quando o gaúcho João Goulart, o Jango, foi eleito vice-presidente na chapa PTB-PSD com mais votos do que o mineiro presidente eleito Juscelino Kubitschek.

 

Além disso, embora presidente não pudesse disputar reeleição ao término do mandato, vice podia se candidatar de novo. E a população podia eleger opositores. Aconteceu com o próprio gaúcho Jango, eleito novamente vice-presidente em 1960 pela chapa de oposição ao candidato Jânio Quadros, lançado pelo pequeno PTN e apoiado por outras siglas pela União Democrática Nacional (UDN) que venceu o pleito.

 

Jânio renunciou no ano seguinte. Goulart virou presidente sob um regime parlamentarista porque os militares discordavam de sua posse e mais tarde, sob o argumento de ligações dele com comunistas, deflagraram em 1964 o golpe que deu início ao período de regime ditatorial.

 

SHOW DO VOTO LIVRE Veja, acima, outra curiosa preciosidade da época: o vídeo mostra uma vitrola tocando o disco em vinil da campanha de Jango de 1960 que era exibida em formato de programa de rádio em que o locutor César de Alencar anunciava artistas famosos da época como Jorge Veiga, Dircinha Batista, Luís Vieira, Altamiro Carrilho, Elizete Cardoso (A Divina), Ivon Curi e Isaurinha Garcia cantando o jingle que dizia "Na hora de votar, eu vou Jangar, eu vou Jangar..."